Paulista A2: Gerente de futebol do Rio Branco critica outros dirigentes: 'omissos'

O gerente de futebol do Rio Branco abriu o jogo e relatou até mesmo falta de comida para os jogadores

O gerente de futebol do Rio Branco abriu o jogo e relatou até mesmo falta de comida para os jogadores

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Americana, SP, 21 (AFI) – No último sábado, no Estádio Décio Vitta, em Americana, terminado o jogo com a derrota por 2 a 1 para o Atlético Sorocaba, jogo entre os dois piores times da Série A2 de 2016, partida que mandou o Tigre para a lanterna do torneio e próximo do rebaixamento, todos estranharam quando alguns jogadores do Rio Branco saíram correndo e partiram para o setor de sociais para tirar satisfação com alguns dirigentes. Foi preciso a Polícia intervir para evitar as vias de fato.

Depois do jogo, no entanto, veio à tona o motivo da reclamação e da ira dos atletas. Em entrevista à Rádio Você AM 580, de Americana, muito emocionado, quase aos prantos o gerente de futebol do Rio Branco, Paulo Araújo, escancarou os sérios problemas que o clube vem passando. E isentou o presidente do clube, Valdir Ribeiro da Silva, mas não poupou outros cartolas que teriam deixado o time na mão e não cumprido seus deveres, deixando jogadores sem alimentação e até sem pão no sábado cedo, dia do jogo com o Atlético.

“Sobre a confusão (jogadores indo tirar satisfação aos dirigentes), não sei, mas enquanto tiver esse pensamento amador, aqui no Rio Branco, vai ser desse jeito. Enquanto você tiver que tirar jogador da concentração para ele comer na sua casa, porque não tem comida, e a pessoa que se comprometeu em levar a refeição aos atletas não foi, você vai passar por isso aí”, explicou Araújo.

E o gerente seguiu falando do problema da falta da alimentação: “Como que você sete, às oito horas da noite não tem uma alimentação para fornecer para os atletas e precisa sair daqui (Americana) e ir para a casa dele em Campinas (para ele se alimentar. E para no outro dia para ele se apresentar. É muito amadorismo. E a culpa não é do Valdir (presidente)” afirmou.
Segundo declarou à emissora, o presidente do Rio Branco é uma pessoa guerreira. “Eu tiro meu chapéu pra ele. Mas as pessoas que cercaram aqui vieram somente por causa do status, paraser diretor do Rio Branco, para ser isso, aquilo e não se preocupam com nada”, relatou.

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FALTOU PÃO
Emocionado e quase chorando, Araújo, disse que teve que acordar 6h da manhã para comprar pão para os jogadores porque quem tinha se comprometido, não cumpriu a palavra.

“Eles não se preocupam com nada. Às 6h da manha meu telefone tocando e e não tinha tinha pão pra comer (jogadores). To aqui desde dezembro, se receber um centavo de salário e tenho que tirar dinheiro do bolso para comprar pão pros caras (atletas). Isso porque as pessoas que se comprometeram ajudar, só vieram aqui na hora da festa. Quando estava todo mundo no Ramada (hotel de Americana), vocês não me viram lá, mas tinha um monte de gente querendo aparecer à custas do Valdir (presidente), que é um cara trabalhador, uma batalhador e tiro meu chapéu para ele mas não para esses”, criticou.

DANDO A CARA PRA BATER
Segundo Paulo Araújo, infelizmente, no Rio Branco todos estão acostumados a encostar e tirar uma “casquinha” do clube.

“Por isso que os jogadores subiram para reclamar (dos dirigentes). A torcida tem todo o direito de reclamar, o presidente também, mas esses diretores omissos não. O presidente tem dado a cara para bater, pegando empréstimo (para o clube) no nome dele, dando cheque dele na praça. E isso porque um monte de gente ai diz que vai ajudar, ia fazer a acontecer, mas na hora que a coisa pega ninguém aparece., Se o time estivesse por cima esses estariam querendo dar entrevistas”, sintetizou.

TERMINAR DE FOLGA DIGNA
O gerente de futebol disse que a meta agora é juntar os cacos e tentar ver o que dá pra fazer e tentar terminar o estadual de forma digna. “Somos homens honrados, pais de família, sabemos que um rebaixamento mancha o currículo, nunca negamos e que a situação seria difícil, mas vãos trabalhar e tentar terminar de forma digna”, finalizou Araújo.