Falta de estrutura leva Rio Branco virtualmente à Série A3
Na partida contra o Paulista, em Jundiaí, nem ônibus o time teve para viajar
O Rio Branco está virtualmente rebaixado à Série A3 da próxima temporada. Apesar de na matemática ainda existir mínimas possibilidades de permanência, o time deve cair na semana
Americana, SP, 24 (AFI) – O Rio Branco de Americana está virtualmente rebaixado à Série A3 da próxima temporada. Apesar de na matemática ainda existir mínimas possibilidades de permanência, o time deve ter seu rebaixamento confirmado na próxima rodada. Mas o rebaixamento não aconteceu somente agora ou pelos resultados que a equipe obteve na competição, e sim pela falta de organização e estrutura que o Tigre tem. Os jogadores conviveram com vários problemas que culminaram com a queda para a Divisão inferior no Estado.
Os erros aconteceram logo na definição da montagem do time. A eleição no clube para definir um novo presidente aconteceu somente no início de dezembro e não existia a possibilidade de definição de comissão técnica ou de plantel. No meio de dezembro começou a ser montada a equipe para a estreia que aconteceria no último dia de janeiro. Somente com a definição do treinador, o que aconteceu em janeiro, a equipe começou a ser montada, mas com uma folha de pagamento que não poderia passar da casa dos 60 mil reais.
Precisando apostar, a diretoria contratou o técnico Marcelo Bordon que surpreendeu ao tentar desenvolver seu trabalho da forma com o que tinha de estrutura. O atraso na apresentação dos jogadores, a falta de campo para treinar, a carência de material esportivo (roupas de treino, bolas, etc), atraso de salários, e por fim, a falta de um ônibus que levasse a delegação americanense até Jundiaí, foi a gota que faltava para se consumar o rebaixamento. Os atletas precisaram seguir de carro até Jundiaí e no caminho o pneu de um dos carros furou, fazendo com que alguns atletas chegassem atrasados, passando por uma vergonha descabível no futebol.
Na montagem do elenco, além de apostas em atletas que estavam parados há muito tempo e que, apesar disso, surpreenderam e foram os principais nomes da equipe, o time não tinha o respaldo financeiro para cumprir suas responsabilidades financeiras, tanto que no início do mês, o auxiliar técnico Emerson Camargo e o preparador físico Eliot Paes precisaram deixar o hotel onde moravam porque o Tigre não tinha como pagá-lo. Nem a ajuda de um empresário que cedeu gratuitamente alguns atletas para o Rio Branco (salários pagos pelo empresário) evitaram a queda iminente para o time de Americana. Uma situação inevitável para um time que não soube se programar para disputar um campeonato tão competitivo como s Série A2 paulista.





































































































































