Paulista A2: Presidente da Lusa justifica renúncia com ameaças de agressão

Jorge Manuel Marques Gonçalves deixou a presidência do clube na últia quarta-feira, após a derrota para o Rio Branco

Jorge Manuel Marques Gonçalves deixou a presidência do clube na últia quarta-feira, após a derrota para o Rio Branco

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São Paulo, SP, 31 (AFI) – Na última quarta-feira, Jorge Manuel Marques Gonçalves renunciou ao cargo de presidente da Portuguesa. Apesar da possibilidade de um impeachment, o agora ex-presidente afirmou que o motivo de sua saída foi outro, as ameaças de agressão.

Segundo o dirigente, a gota d’água foi a partida do último domingo, quando a Portuguesa foi derrotada por 2 a 0 para o Rio Branco no Canindé e se complicou na luta contra o rebaixamento na série A2 do Campeonato Paulista. Ainda no primeiro tempo, quando o time já perdia e a torcida mostrava seu descontentamento, Gonçalves foi aconselhado pela segurança do clube a deixar o estádio para evitar agressões.

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“Foi o meu limite. Melhorei o clube e não posso ir ao estádio com meu filho? Se querem me agredir, eu saio. Não tenho condições de olhar para a cara do meu filho e dizer que não posso mais levá-lo ao Canindé”, afirmou.

Gonçalves assumiu a presidência da Portuguesa em 2015, após a renúncia de Ilídio Lico e estava em situação delicada na diretoria do clube já que seus principais aliados, como o vice-presidente Manuel Tomé, deixaram os cargos na última semana.

Dentro de campo a Portuguesa ainda corre risco de rebaixamento, mas se recuperou na última rodada. Após a derrota para o Rio Branco, o time do Canindé venceu o Votuporanguense fora de casa por 2 a 0 e está três pontos acima da zona do rebaixamento com apenas mais uma rodada pela frente, quando recebe o já rebaixado Atlético Sorocaba precisando apenas de um empate para se manter na Série A2.