Paulistão: Sob nova direção, Mogi Mirim enfrenta segundo rebaixamento seguido
Ano passado, Sapão caiu para a Série C; desde a saída de Rivaldo, clube tem passado por problemas extra-campo
Dois campeonatos, dois descensos. Essa é a triste realidade com que o torcedor do Mogi Mirim se depara desde a saída de Rivaldo da presidência do clube
Mogi Mirim, SP, 11 (AFI) – Dois campeonatos, dois descensos. Essa é a triste realidade com que o torcedor do Mogi Mirim se depara desde a saída de Rivaldo da presidência do clube.
Luis Henrique de Oliveira entrou no lugar do pentacampeão com a Seleção em julho do ano passado. À época, o Sapão disputava a Série B. No nacional, o melhor momento foi com Rivaldo e Rivaldinho em campo, porém, jamais fora da zona de descenso. Quando a troca de presidentes se consolidou, o time foi ladeira abaixo, terminando a competição de maneira vexatória.
Em 38 partidas, o lanterna fez apenas 23 pontos, 21 a menos do que o Oeste de Itápolis, primeiro clube fora da zona. Outros números comprovam o vexame que foi o clube: somente quatro vitórias, enquanto foram 23 derrotas. Somente 32 gols, enquanto foram 69 tentos sofridos, o que dá saldo negativo de 37 gols, praticamente um por partida.
Veio 2016 e com ele, a promessa de um time melhor, longe das últimas posições no Paulistão, onde o MMEC está desde 2009 – em 2008, acesso à elite por conta do número de gols marcados. Porém, o que se viu mais uma vez foi um vexame.
Desde a primeira rodada, o Mogi esteve na zona de rebaixamento. O primeiro ponto veio apenas na quarta rodada, empate em 0 a 0 com o futuro rebaixado XV de Piracicaba. A primeira vitória também veio sobre um um clube que viria cair: em Capivari, 2 a 1 sobre o Capivariano.
O primeiro triunfo no Vail Chaves, novo nome do estádio, que já foi Romildo Gomes Ferrira, Papa João Paulo II e Wilson de Barros, aconteceu sobre o Linense: 3 a 1. Já desesperado, venceu a Ponte Preta, no Majestoso, por 1 a 0. A quarta e última vitória foi no Novelli Júnior, por 1 a 0.
Além dos números bisonhos em casa, onde saiu vitorioso apenas uma vez, outros dados comprovam a ruindade do elenco: foram apenas 12 gols marcados e 23 sofridos; 15 pontos conquistados. O único consolo é ter terminado em 16o, o que garante cota de A1 mesmo estando na A2 (no início do Paulistão, ficou decidido que 15o e 16o teriam a mesma cota em 2017 – uma forma de compensação por caírem seis equipes).
Fora de campo, a diretoria mostrou-se atabalhoada. No comando técnico, saiu Toninho Cecílio,que está fazendo um belíssimo trabalho no Santo André, e entrou Flávio Araújo, de perfil completamente diferente.
Ao torcedor do Mogi, resta torcer para que novo rebaixamento, desta vez para a Série D, não aconteça.





































































































































