Presidente do Guarani, Horley Senna, pede afastamento e evidencia a colisão com a Magnum

Sinal evidente de que a direção da Magnum vai assumir “o controle do clube”.

Sinal evidente de que a direção da Magnum vai assumir “o controle do clube”. Horley teria que fazer um cateterismo.

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Campinas, SP, 12 (AFI) – A eliminação do Guarani no Campeonato Paulista da Série A2 gerou problemas bem maiores do que alguém pudesse imaginar. Os desencontros entre o presidente Horley Senna e a direção da Magnum, empresa que investe no clube, e que arrematou o estádio Brinco de Ouro ficaram claras. E mudanças drásticas podem acontecer em breve. Tanto que o presidente se afastou, temporariamente, por 15 dias para cuidar de problemas cardíacos. Sinal evidente de que a direção da Magnum vai assumir “o controle do clube”. Horley teria que fazer um cateterismo.

O impulsivo Horley Senna e o empresário Roberto Graziane entraram em rota de colisão

O impulsivo Horley Senna e o empresário Roberto Graziane entraram em rota de colisão

Com a saída de Horley, que só falta ser oficializada, quem deveria assumir o clube é o vice-presidente eleito Ozeias de Jesus Santos. Mas o Guarani é um dos poucos clubes no Brasil que tem um “regime parlamentarista”, afinal tudo passa pelo Conselho de Administração formado por sete membros. Um deles é o advogado Palmeron Mendes Filho, que deverá ser o interlocutor entre o Conselho e a direção da Magnum.

MUITAS MUDANÇAS
Sem o “dedo” de Horley Senna, a direção da Magnum já tomou várias medidas administrativas, como a demissão de 16 jogadores, a troca da comissão técnica e nesta segunda-feira a saída do supervisor de futebol Waldir Lins. Ele deve ser substituído por Wilson Coimbra, ex-goleiro do Guarani e do Corinthians, e que já trabalhou no clube.

Apesar que, durante o dia, o nome de Pastana, ex-Ceará, também foi muito comentado. A opção por Coimbra seria deixar alguém mais próximo do clube, que conheça a história do Guarani e que possa, dentro das condições de trabalho, realizar suas funções.

As novas ações no clube serão tomadas por Nenê Brito, braço direito de Roberto Graziane, dono da Magnum. A empresa também não teria gostado da eleição de Edison Torres, ex-presidente do clube, como presidente do Conselho Deliberativo do clube, na semana passada.