Paulistão: Vampeta exalta base e campanha do Audax, mas admite que prioridade era não cair

Ex-volante do Corinthians é presidente do Osasco, clube que mantém boa parte do elenco desde que chegou na elite, em 2014

O presidente do Audax, Vampeta, celebra em 2016 os resultados de um projeto iniciado em 2013. O ex-volante prefere não ser visto como dirigente, e carrega o estilo de jogador

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Osasco, SP, 19 – O presidente do Audax, Vampeta, celebra em 2016 os resultados de um projeto iniciado em 2013. O ex-volante prefere não ser visto como dirigente, ainda carrega o estilo de jogador e admitiu, em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo, que a campanha histórica de semifinalista era algo impensável antes do começo do Campeonato Paulista.

Ao ser questionado se o time mudou muito de 2014 para cá, o dirigente e ex-atleta enfatizou que o clube já “tem uma filosofia de jogo desde a base”.

“O interessante é que no profissional, de 2014 para agora, de 60 a 70% do elenco é o mesmo. Alguns jogadores saem no segundo semestre, jogam o Brasileiro em outros times e voltam. Temos uma base que joga junta há uns cinco anos”, afirmou.

Curiosamente, o Audax irá enfrentar o Corinthians na semifinal do Paulistão e Vampeta verá os jogadores do que clube que dirige enfrentarem a equipe na qual ele se consagrou no futebol brasileiro. E, ao falar sobre como é o seu relacionamento com os atletas da equipe de Osasco, o pentacampeão mundial com a seleção brasileira em 2002 destacou: “Eu sou um grande torcedor da carreira deles. Eles chegaram até uma semifinal, fico feliz demais pelo nosso projeto. No meu caso, já ganhei de tudo, fui até lá em cima”.

Audax encara Corinthians na semifinal (Foto:Divulgação)

Audax encara Corinthians na semifinal (Foto:Divulgação)

O fato de o Audax ter conseguido sucesso com alguns jogadores também formados em sua base também é festejado por Vampeta. “Dos 28 inscritos no Paulista, temos uns cinco revelados no próprio clube. É uma quantidade boa para um time pequeno”, afirmou.

Já ao ser questionado se a vaga na semifinal era esperada, o dirigente reconhece que esta não era a meta inicial do clube, que tinha como principal prioridade a sua permanência na elite paulista, ainda mais agora que a competição estadual passou a rebaixar seis clubes.

“Quando começa o Campeonato Paulista, ainda mais neste ano, que caíram seis, você monta um time principalmente para não cair. Quando começa a competição, vai tendo os jogos, as coisas mudam. Saímos da zona de incômodo, depois estávamos disputando a classificação, ganhamos do Palmeiras e depois conseguimos vencer o São Paulo. Tudo aquilo que foi montado no começo, vai mudando”, disse Vampeta.