ESPECIAL: O dia em que a luva 'barrou' a chuteira no futebol
Taffarel mostrou a mística da camisa 1 na Copa do mundo, 'São' Marcos da 12, enquanto Rogério Ceni brilhou com a 01
Taffarel mostrou a mística da camisa 1 na Copa do mundo, 'São' Marcos da 12, enquanto Rogério Ceni brilhou com a 01
Campinas, SP, 26 (AFI) – Dizem que todo goleiro é um atacante frustrado, mas a história mostra que nem sempre essa frase pode ser levada ao ‘pé’ da letra. Criada em 1871 na Inglaterra, a posição surgiu até mesmo depois do árbitro, após muita resistência. Brigando por espaço com o Rugby, outro esporte popular na terra da rainha, os adeptos ao Futebol tinham ‘medo’ de comparações, mas logo entenderam a importância do guarda-redes.
Muita coisa mudou de lá pra cá. Eles ganharam luvas, uniformes diferenciados, regras especiais e até mesmo um momento único dentro do jogo: o pênalti. Sim, a maioria das vezes o esforço é em vão! Mas a cada bola defendida, a cada esticada com todas as forças para buscar a bola próxima a trave e até mesmo os pés, porque não, viram protagonistas. Neste momento único na ‘marca da cal’, o goleiro sabe a história que pode construir.
Em 17 de julho de 1994 a história foi escrita justamente com estes pingos de suor, pela primeira vez em todas as edições da Copa do Mundo. Dentro do estádio Rose Bowl, em Pasadena nos Estados Unidos, Taffarel ganhou a voz de Galvão Bueno e emocionou todo um país, ao defender a cobrança de Massaro – e ainda ver Roberto Baggio mandar para fora. Era o ‘tetra’ do Brasil em cima da França, nosso maior rival.
Mas os ‘arqueiros’ não precisam da Seleção Brasileira para entrar para história, não é mesmo? Alguns deles marcam tanto a história de um clube, que suas defesas passam a serem milagres e seu nome passa a ser santificado. Foi assim que no dia 6 de junho de 2000, ‘São Marcos’ ganhou o coração da torcida, ao levar o Palmeiras para a final da Libertadores, após eliminar o Corinthians dentro do Morumbi, também nas cobranças de pênalti.
Mais tarde, cada salto de Marcos, cada grito de alívio e até mesmo o ‘peixinho’ no gramado ao final do jogo o colocaram na ‘Família Scolari’; o levaram para o pentacampeonato com a Seleção Brasileira. Título que saiu com outros dois nomes no banco de reservas: Dida e Rogério Ceni. O primeiro ganha pela frieza e experiência, o outro mostra toda a irreverência com os pés.
O goleiro decide sim uma partida. No Campeonato Paulista, por exemplo, os dois finalistas saíram de cobranças de pênaltis. Marcar, é fácil, defender é o difícil. O ‘desconhecido’ Sidão, do pequeno, gigante, Audax, calou a Arena Corinthians e seu fiéis. Vanderlei saiu como herói do Santos ao defender duas cobranças contra o Palmeiras, de Fernando Prass, o substituto de Marcos, o ‘Monstro’ da marca do cal. Méritos de muito trabalho, que ganhou destaque pelo mundo, até porque toda boa equipe, começa por um grande camisa 1, ou 01, ou 12.
Independente do nome, do número e escudo na camisa, todo guarda redes sabe a importância que tem para o clube. Com ele nasce a segurança, a confiança. Um bom goleiro é o primeiro passo para construir grandes conquistas. O Portal Futebol Interior parabeniza todos os profissionais na posição neste 26 de abril, Dia Internacional do Goleiro.]





































































































































