Silêncio tumular no Corinthians. Falta um Sergio Moro e delações premiadas
Ultimamente, o Corinthians tem sido sacudido por fatos que atropelam a ética, ferem a moral e não surge ninguém com estofo moral
Aliás, que fim levou a investigação contra o conselheiro Luis Paulo Rosenberg, que emitiu uma opinião que feriu o clube com uma adjetivação chula, própria de bordéis de luxo.
Ultimamente, o Corinthians tem sido sacudido por fatos que atropelam a ética, ferem a moral e não surge ninguém com estofo moral e autoridade de um juiz como Sergio Moro, homem responsável pela República de Curitiba, para trazer de volta o clube ao leito da dignidade, do respeito e resgate dos valores republicanos, até porque a instituição Corinthians está acima de interesses pessoais e de grupelhos, que se apropriam de recursos e valores que não lhes pertencem.
O escândalo que estourou na base do Corinthians, fonte inesgotável de apetites pantagruélicos de empresários e agentes infiltrados no clube, não é caso para averiguação de uma simples
Comissão de Ética e Disciplina. Aliás, que fim levou a investigação contra o conselheiro Luis Paulo Rosenberg, que emitiu uma opinião que feriu o clube com uma adjetivação chula, própria de bordéis de luxo.
ESTELIONATO NA BASE
O caso da base, como bem disse o conselheiro Romeu Tuma Junior, é estelionato e falsidade ideológica. Aqui não se quer execrar ninguém, até porque a mídia não exerce a promotoria pública.
Não tem competência ou autoridade para tanto, mas cabe-lhe a missão de exigir de quem de direito o respeito ao estamento legal, obediência às normas e boa conduta de quem, como dirigente, tem o dever de dar bons exemplos na administração do patrimônio que pertence a 30 milhões de torcedores. É preciso acabar com esse silêncio tumular.
A base, em todos os clubes, serve de pasto para todos que procuram ganhar dinheiro nesse comércio vergonhoso em que se converteram os clubes, depois da Lei Pelé. É uma vergonha um clube formar um garoto com custos e investimentos e ao fim o formador ficar com uma pequena parcela do valor auferido com o jogador ou craque de amanhã.
O americano lesado na história do garoto Alison, numa atividade irregular porque denuncia a intenção do lesado, em amealhar lucros, deveria saber como é feito esse jogo de interesses de grupelhos, verdadeiros morcegos de clubes na busca de sangue para saciar seus interesses financeiros.
O QUE ROLOU DE PROPINA…
Consta que ele pagou 20% dos direitos econômicos e mais 50 mil dólares para ser agente credenciado do Corinthians, carta que teria sido assinada pelo atual diretor de futebol, Eduardo Ferreira. Outros nomes citados nessa transação são Manoel Evangelista, também conhecido como Manoel da carne e Onofre Almeida. Consta que o dinheiro não entrou nos cofres do clube.
Dinheiro do Corinthians desviado. Que providencias a diretoria tomou para corrigir a situação e recuperar o prejuízo? Outro nome que participou dessa triste história é Fabio Barroso, técnico da base, já demitido.
A Comissão de Ética e Disciplina é formada por Luis Eduardo da Silva, Jorge Luis Cecílio e Daniel Leon Biaski. Não se sabe o que foi apurado, até agora, nem outras providências de outros setores do clube, como a diretoria, Conselho Deliberativo e CORI – Conselho de Orientação e Fiscalização. Outro que faz parte da Comissão é o Carlos Roberto Elias, advogado de Manoel da carne. Um horror advogar para o próprio investigado, coisa para a OAB avaliar.
A base do Corinthians já teve André Sanchez, Donato Zota, ex-assessor de um político e que depois ocupou a diretoria cultural do clube.
SAIU DA GAVIÕES DA FIEL
Eduardo Ferreira veio da Gaviões após participar do processo eleitoral do clube. Depois passou para a diretoria de obras do Parque São Jorge e seu primo fez obras no clube com a empresa Boudaugalo.
Eduardo Ferreira passou a ser assessor de André Sanchez e como o ex-presidente foi proibido de ocupar cargo no clube, porque a lei não permite que político participe da direção da entidade, se esta obteve recursos públicos, sob o risco de cancelamento da operação financeira. Na construção do Itaquerão entrou dinheiro público. Foi assim que Eduardo Ferreira tornou-se diretor com a vantagem de assinar cartas de credenciamento de agente, como aconteceu com o norte-americano que pagou 50 mil dólares por aquele documento.
Não bastasse tudo isso, dois funcionários da base – Sub-17 – vivem dizendo que tem muita coisa a delatar. Dizem isso abertamente nas alamedas do Parque São Jorge os cidadãos conhecidos como Nei e Tio Augusto. Ora, se eles querem contar coisas, o que faz a Comissão de Ética? Não seria bom convoca-los para que digam toda a verdade?
PROVIDENCIAS URGENTES E ENÉRGICAS
O Corinthians precisa tomar providências urgente e enérgicas. Não bastam apenas notas oficiais através da assessoria de imprensa. Até porque, o clube tem boa imagem a preservar. Afinal, no
seu Conselho Deliberativo e CORI reúnem-se figuras de renome no mundo econômico, social e até do Judiciário. Seu Conselho é enriquecido por 10 ínclitos desembargadores, pilastras de uma Justiça que todos nós respeitamos e admiramos.
Para que ninguém passe por constrangimentos e dissabores é de bom alvitre que se faça uma delação premiada com aqueles que se apoderaram da base do clube para ganhar dinheiro e sujar o nome do Corinthians. Aproveitem o momento para esclarecer mais o seguinte:
1 – A contratação de um dos filhos de Lula, que recebeu um dinheiro do clube sem trabalhar;
2 – contratação da filha de Zé Dirceu e
3 – resultado da auditoria que iria apurar se houve propina no Itaquerão.





































































































































