Vasco paga R$ 12 milhões ao Benfica e encerra dívida por Éder Luis

O clube português exigia o pagamento do montante pela transação ocorrida em 2012

O clube português exigia o pagamento do montante pela transação ocorrida em 2012

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Rio de Janeiro, RJ, 28 (AFI) – Se o Vasco da Gama vive um grande momento dentro de campo – é líder disparado do Campeonato Brasileiro da Série B -, fora dele a situação ainda é o complicada. O clube carioca veio à público dar um esclarecimento sobre a contratação de Éder Luis, junto ao Benfica, feita pela antiga diretoria do clube, administrada por Roberto Dinamite.

O Trem Bala desembolsou cerca de R$ 12 milhões para tirar o jogador da equipe portuguesa, mas, segundo a atual diretoria, encabeçada por Eurico Miranda, os dirigentes de 2012 pagaram apenas uma parcela, cerca de R$ 3.500, fazendo com que o Vasco depositasse o restante, somados os juros, durante a semana, abrindo assim um rombo nas finanças de 2016.

Na nota oficial, o Vasco alfineta a antiga diretoria e deixa claro que teve que arcar com o pagamento junto ao Benfica para evitar mais um rebaixamento da equipe, pois o Benfica entraria com o processo no Tribunal Arbitral do Esporte para receber tal montante.

Éder Luis está no elenco do Vasco no Brasileiro da Série B, mas vem sendo pouco aproveitado pelo técnico Jorginho, que tem optado por jogador do porto de Nenê, Andrezinho, Jorge Henrique e Leandrão.

Apesar de tentar deixar as finanças em dia, Eurico Miranda não agrada todos os vascaínos, muito pelo rebaixamento da equipe no Brasileirão do ano passado.

Eder Luis faz parte do elenco comandado por Jorginho

Eder Luis faz parte do elenco comandado por Jorginho

Confira na íntegra a nota publicada pelo Vasco explicando a situação:

O Club de Regatas Vasco da Gama comunica o pagamento ao SL Benfica de 2,625 milhões de euros para encerrar o processo de cobrança pela compra do atacante Éder Luis. Com os impostos incidentes sobre remessas, o valor supera 3 milhões de euros, cerca de 12 milhões de reais.

A antiga direção do clube comprou o atleta junto ao Benfica em 2012 por 3,5 milhões de euros, efetuando apenas o pagamento de uma parcela de 875 mil euros. O pior: emprestou o jogador para o futebol árabe por um valor próximo ao da dívida e não pagou um tostão ao clube português.

Com um processo na Fifa, o Vasco já tinha perdido em todas as instâncias. Agora, o Benfica daria entrada no Tribunal Arbitral do Esporte e isso implicaria na imediata perda de pontos e, mantida a inadimplência, no rebaixamento de divisão. O pagamento teria que ser integral acrescido de multas.

O montante enviado ao Benfica representa um duro baque no programa de investimentos do clube e se soma a série de dívidas que estão sendo pagas desde Dezembro de 2014, quando o Presidente Eurico Miranda assumiu a direção do Vasco: dívidas fiscais, bancárias, com fornecedores, jogadores e clubes. Isso sem falar na degradação patrimonial.

No período foram pagos quase 40 milhões de reais em dívidas bancárias, 14 milhões de reais em impostos vencidos, renegociação da dívida fiscal e mantido o pagamento dos impostos em dia, além de 3 folhas de salários vencidos e fornecedores diversos. Mais de 100 milhões de reais em atrasados em cerca de um ano e meio. Acordos que evitassem penhoras foram feitos e representam hoje cerca de 3 milhões de reais mensais.

Em relação à compra de direitos econômicos de jogadores, o Vasco já pagou por atletas como Sandro Silva (Málaga), Guiñazu (Libertad), Yotun (Sporting Cristal), além de mecanismos de solidariedade de jogadores como Rômulo, Benitez e Montoya.
O quadro social do Vasco e seus torcedores precisam conhecer o nível de irresponsabilidade com o qual o clube foi conduzido pela antiga administração. Não há paralelo na história do Vasco. E é necessário saber que é preciso devolver à Instituição a capacidade de investimento. Muito já foi feito com a recuperação de boa parte da estrutura de São Januário, o controle da base e o comando no futebol. Mas o Vasco ainda paga o preço da irresponsabilidade. Uma administração eventualmente erra, isso é natural em qualquer lugar, mas o que foi feito no Vasco tem outro nome.