Clima de guerra marca o 'Day After' no Ceará que não vence há oito jogos na Série B

Teve protesto da torcida, muito policiamento, prensa nos jogadores e "aperta a mão" de técnico no alambrado

Teve protesto da torcida, muito policiamento, prensa nos jogadores e "aperta a mão" de técnico no alambrado

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Fortaleza, CE, 14 (AFI) – Como já era esperado o “Day After” (dia seguinte) no Ceará foi de clima tenso, críticas da Imprensa, protestos de torcedores e a presença intimidadora da Polícia Militar. Um grupo foi até o Centro de Treinamento de Porangabuçu e só saiu de lá depois de ter uma “conversa séria” com o técnico Sérgio Soares, mantido no cargo apesar da sequência de oito jogos sem vitórias dentro do Campeonato Brasileiro da Série B.

Na verdade a torcida tinha esperança de que o time desencantasse diante do lanterna Sampaio Corrêa. Mas perdeu, por 1 a 0, terça-feira à noite, no Castelão, pela 25.ª rodada. Sobraram protestos da torcida e críticas da Imprensa ao time, principalmente ao técnico Sérgio Soares por sua passividade perante o grupo.

Presidente Robinson de Castro manteve o técnico Sérgio Soares

Presidente Robinson de Castro manteve o técnico Sérgio Soares

CLIMA DE GUERRA
Um grupo de torcedores – estimado em 100 – se reuniu na porta do clube para protestar perto das 16 horas. Os gritos e xingamentos aumentaram e, rapidamente, a administração solicitou a proteção da Polícia Militar.

A operação já parecia ter sido montada mais cedo, porque rapidamente chegaram à portaria 30 policiais que fazem parte do Grupamento de Ações Táticas Especiais (GATE), Controle de Distúrbios Civis (CDV) e Comando Tático Motorizado (COTAM).

A ‘segurança’ barrou a torcida do lado de fora, enquanto lá dentro o presidente Robinson de Castro conversava com todos os jogadores e com a comissão técnica. Do bate papo duro saiu uma decisão: Sérgio Soares continua no cargo amparado pela promessa dos jogadores de dividirem a responsabilidade com o treinador.

Soares aceitou conversar com um grupo da torcida após o treino no alambrado. O tom foi de cobrança, mas de serenidade e sem confusão. Ficou de um lado a promessa de vitórias e de outro a esperança de enterrar a má fase.

CARTOLA BATE MARTELO
Depois de ouvir os jogadores, o presidente Robinson de Castro fez questão de manter Sérgio Soares. E explicou as suas razões.

“Os jogadores me pediram para o Sérgio Soares ficar. Eles garantiram que a culpa não é da comissão técnica. Entendo que chamaram a responsabilidade para eles, o que é importante para a reação do time”.