Federações do Norte e Nordeste acabam com os sorteios de arbitragem
A mudança é uma adequação a Lei do Profut, que alterou o artigo 32 do Estatuto do Torcedor.
A partir de 2017, as Federações estaduais de Pernambuco, Pará e Rio Grande do Norte não adotarão mais o sorteio de arbitragem antes dos jogos
Rio de Janeiro, RJ, 01 (AFI) – A partir de 2017, as Federações estaduais de Pernambuco, Pará e Rio Grande do Norte não adotarão mais o sorteio de arbitragem antes dos jogos. Em entrevista ao site Voz do Apito, o presidente da Comissão de Árbitro da Federação Pernambucana, Salmo Valentim, confessou a mudança e disse que é uma adequação a Lei do Profut, que alterou o artigo 32 do Estatuto do Torcedor.
“O Brasil é o único país do mundo que escala árbitros através de um sorteio. Esse retrocesso acabou no momento em que a nossa atividade foi reconhecida pela legislação. Portanto, se temos amparo legal para fazer uma audiência pública na escala dos árbitros, vamos fazer”, disse o presidente.
O comandante ainda completou: “É muito injusto o árbitro treinar, se dedicar, passar nas provas e ficar rodadas fora das escalas. Com o sorteio isso acontecia o tempo todo. Mas com a audiência pública a coisa muda radicalmente de figura. Aqui em Pernambuco, por determinação do Dr. Evandro Carvalho e do Murilo Falcão, a era do sorteio acabou. Vamos dar aos nossos árbitros todos os mecanismos para que eles possam desempenhar a atividade em alto nível”.

A partir de agora os trios de arbitragem serão decididos em audiência pública transmitida ao vivo pela internet. Todos os clubes diretamente ligados ao jogo entrarão em um consenso sobre o melhor nome para arbitrar o confronto, respeitando o momento de casa um. Com isso a decisão torna-se mais democrática e atende aos pedidos recentes de uma reforma na arbitragem brasileira.
“Esse assunto pra mim já está pra lá de requentado. É preciso virar a página. Sorteio nunca foi bom e nunca beneficiou árbitro algum. Temos que resgatar a dignidade de quem se esforça para ser escalado. Não se pode fazer um bingo com carreiras. Eu respeito meus árbitros e aqui não haverá mais sorteio. Vamos fazer audiências públicas escalando o que o nosso quadro tiver de melhor”, concluiu Ricardo Albuquerque, Presidente do Comitê de Árbitros do Rio Grande do Norte.





































































































































