Eduardo Baptista - Bom para a Ponte Preta, ruim para o Palmeiras
Eduardo Baptista está há muito tempo no futebol, mas dirigiu apenas três times: Sport Recife, Fluminense e Ponte Preta
Para o Palmeiras é ruim porque apesar de Eduardo Baptista estar há muito tempo no futebol, é um treinador de apenas três times: Sport Clube do Recife, Fluminense e Ponte Preta
Campinas, SP, 8 (AFI) – A dança dos treinadores é cada vez maior no futebol brasileiro. A troca deles é a desculpa mais fácil para os cartolas justificarem os planejamentos mal feitos, se é que eles são feitos. Três ou quatro derrotas já são suficientes para um treinador ser dispensado, mesmo que ele tenha feito um bom trabalho, com um percentual de 55 ou mais de aproveitamento. Acontece também os casos em que os treinadores deixam o clube, depois de realizarem um bom trabalho. Vão atrás de um clube de maior expressão e consequentemente mais dinheiro no bolso.
É o caso do Eduardo Baptista, que acaba de deixar a Ponte Preta e está assumindo o Palmeiras. Essa troca é boa para ele, porque melhora o seu currículo e o seu saldo bancário. Para a Ponte também é bom porque pode revelar um novo treinador, o auxiliar Felipe Moreira, apesar dele já ter atuado interinamente nessa função há algum tempo.
Para o Palmeiras é ruim porque apesar de Eduardo Baptista estar há muito tempo no futebol, é um treinador de apenas três times: Sport Clube do Recife, Fluminense e Ponte Preta. A sua saída do Sport para assumir o Fluminense foi precoce e ele não aguentou a pressão em um grande clube e foi demitido.
Parece que ele não aprendeu a lição e repete o mesmo erro seguido, rescindindo o contrato com a Ponte e acertando com o Palmeiras.
MUITA RESPONSABILIDADE
A responsabilidade é bem maior, se comparada com aquela ida para o Flu. O Palmeiras é o campeão brasileiro e vai disputar a Libertadores como um dos favoritos. É um clube que tem o time com o maior e melhor elenco do Brasil. Além do mais, Eduardo Baptista está substituindo o
Cuca, um treinador campeão brasileiro e campeão da Libertadores.
E qual a experiência dele para liderar um grupo que tem Edu Dracena, Dudu, Jean, Cleiton Xavier, Zé Roberto, Alecsando e tantos outros campeões? O Palmeiras, agora presidido pelo Maurício Galiotte, errou na opção do seu novo treinador. Um nome de prestígio e experiência, um nome de peso no futebol brasileiro deveria ser chamado para o lugar do Cuca.
Mano Menezes, Paulo Autuori, Levir Culpi seriam bem-vindos ao Verdão. Até mesmo Guto Ferreira ou o Alberto, que pediu o boné e foi treinar o Red Bulls, têm mais bagagem e seriam melhores opções do que o Eduardo Baptista. Mas como o tempo se encarrega de tudo, é esperar para conferir.





































































































































