Paulistão: Bob assina com a Ponte Preta e Cajá vive expectativa de chegar
O volante deixou Campinas no final de 2015, após grandes atuações no Campeonato Brasileiro
O torcedor da Ponte Preta não sabe falar de outra coisa a não ser Fernando Bob e Renato Cajá
Campinas, SP, 16 (AFI) – O torcedor da Ponte Preta não sabe falar de outra coisa a não ser Fernando Bob e Renato Cajá. Mesmo após a vitória por 2 a 1 contra o Botafogo-SP na 3ª rodada do Campeonato Paulista, o vice-presidente Giovanni Dimarzio teve que vir aos microfones para explicar a negociação, ou melhor, o retorno dos dois jogadores, que tiveram uma passagem de sucesso pelo estádio Moisés Lucarelli e viriam para reforçar ainda mais o elenco de Felipe Moreira.
“O (Fernando) Bob é um excelente jogador, muito querido pela torcida da Ponte. Fez partidas memoráveis aqui e eu não tenho a menos dúvida que, se concretizar nesta quinta-feira ou no mais tardar na sexta-feira, a vinda dele será um reforço de peso, significativo pra Ponte”, disse o dirigente. O empresário do volante tem uma reunião marcada com a diretoria campineira e a negociação pode ter um final feliz nas próximas horas.
O jogador deixou Campinas no final de 2015, após grandes atuações no Campeonato Brasileiro. No Rio Grande do Sul conquistou a titularidade e aos poucos foi ganhando o carinho do torcedor, mas perdeu espaço com a queda de rendimento coletivo e, consequentemente, o rebaixamento à Série B em 2016. Bob poderia ser envolvido numa troca por William Pottker, artilheiro da Ponte Preta e que já esteve muito perto de assinar com o Corinthians.
De acordo com a imprensa gaúcha, além da vinda de Fernando Bob, o Inter ainda mandaria aproximadamente R$ 6,5 milhões para contar com o atacante: “Tá tudo nas mãos do Gustavo (Bueno), assim como são feitas todas as negociações da Ponte. Eu até tenho um contato bom com o (Fernando) Bob, eu sempre vinha falando sobre o interesse de ter ele de volta, qualquer que fosse a situação, é um jogador que tem o carinho da torcida e o Gustavo está tocando as duas negociações. Em breve eu espero que a gente tenha boas notícias para o torcedor”, disse Dimarzio.
O vice-presidente foi mais sucinto quando questionado sobre a saída de Pottker: “Ainda não está definido, devemos ter uma decisão nas próximas horas”, completou rapidamente. Com 23 anos, ele tem contrato com a Ponte até o final de 2019 e recebe um dos maiores salário do elenco. Mas isso não tem sido um problema, uma vez que tem correspondido em campo com gols e boas atuações. Se deixar Campinas, Felipe Moreira ainda terá no elenco: Lucca, Ramon, Clayson e Lins.
SITUAÇÃO DE CAJÁ
Muito se fala de Renato Cajá, mas para explicar a situação do meia é preciso voltar para abril de 2016, quando ele assinou contrato no Bahia. Com 32 anos, o jogador chegou dos Emirados Árabes a peso de ouro em Salvador. Isso porque era cotado como principal contratação da temporada e seu salário girava em torno de R$ 300 mil mensais, o maior do elenco. Com toda a expectativa que foi criada a sua volta, ele não conseguiu corresponder em campo.
Ele demorou para ganhar ritmo de jogo e quando o time vinha mal na Série B do Campeonato Brasileiro, o técnico Guto Ferreiro passou a substituí-lo por Régis, que chegou emprestado do Sport e deveria ser apenas reserva. Com um futebol rápido e boas chegadas na grande área, o jogador de 24 ganhou a vaga do veterano e comandou o grupo ao acesso. Ainda assim não garantiu a titularidade para 2017.
Guto mais uma vez esperava contar com Renato Cajá, mas, na reapresentação do elenco para a Flórida Cup, nos Estados Unidos, o meia chegou acima do peso (como é possível ver na foto ao lado) e desagradou boa parte da Comissão Técnica. Com o tempo ganhou ritmo de jogo, retomou a forma e voltou a brigar por uma vaga, mas mais uma vez convive com a expectativa de finalmente ser “o cara” do Bahia.
“O Cajá, se caminhar a negociação dele, tenho certeza que também vai ajudar muito. A expectativa é sim fazer um bom ano. A Ponte já tem um elenco muito qualificado, manteve os principais jogadores do ano passado. Do time titular, 70% ou 80% foi mantido e a expectativa com a vinda desses dois reforços, se caminhar, o clube sem dúvidas vai fazer um bom ano”, finalizou o vice-presidente Giovanni Dimarzio.
Com família em Campinas e declaradamente ligado a Ponte Preta, o jogador teria que aceitar reduzir seu salário para voltar ao estádio Moisés Lucarelli. Outra situação seria um empréstimo, com os baianos pagando boa parte dos vencimentos do jogador, o que é considerado “muito difícil” pela imprensa nordestina. O teto de gastos na Ponte é de R$ 100 mil por atleta, ou seja, se o empréstimo realmente acontecer o restante (R$ 200 mil) sairia dos cofres em Salvador.





































































































































