Santos (4) 1 x 0 (5) Ponte Preta - Pottker coloca a Macaca na semi
O artilheiro da Macaca fez o quinto e decisivo pênalti no Pacaembu
A Ponte Preta está nas semifinais do Campeonato Paulista

São Paulo, SP, 10 (AFI) – A Ponte Preta está nas semifinais do Campeonato Paulista. E a vaga saiu dos pés de William Pottker, que está de saída do clube, mas já deixou sua marca em Campinas. Durante o tempo normal, o zagueiro David Braz marcou na vitória do Santos
por 1 a 0, mas perdeu nas cobranças de pênaltis, que terminaram 5 a 4 para a Macaca no Pacaembu.Com o triunfo, os santistas completaram 18 jogos consecutivos sem perder no estádio municipal de São Paulo.
Atual campeão, o Santos deixa a competição após oito finais consecutivas e terá que focar apenas na Libertadores. Em êxtase, a Ponte Preta agora se prepara para enfrentar o Palmeiras na semifnal, com o primeiro jogo em Campinas e a decisão novamente na capital. No outro jogo, o São Paulo enfrentará o Corinthians no Morumbi e o segundo jogo na Arena Itaquera.
| Times | J | P | V | E | D | GP | GC | SG |
| Palmeiras | 14 | 31 | 10 | 1 | 3 | 29 | 9 | 20 |
| Corinthians | 14 | 28 | 8 | 4 | 2 | 15 | 9 | 6 |
| São Paulo | 14 | 26 | 7 | 5 | 2 | 32 | 20 | 12 |
| Ponte Preta | 14 | 25 | 7 | 4 | 3 | 19 | 17 | 2 |
SHOW DA RÁDIO FI
A Rádio Futebol Interior transmitiu o jogo com narração de Carlos Corsato, com reportagens de Marcelo Corsato e comentários de Tiago Caetano. Esta transmissão teve o apoio publicitário das seguintes empresas:Pizzaria Monte Cristo, a ‘Pizarria do Dadá’, Ferrolinia Comércio de Ferro e Aço para Construção Civil, Vibrasom – Som e Acessórios; Agência 1 Comunicação de Varejo Distribuidora de Folhetos e Bebidas Poty – com mais de 60 produtos.
PRÉ-JOGO
Antes de a bola rolar já existia a indefinição. Renato Cajá sentiu um desconforto no último treino da Ponte Preta e virou dúvida. Ainda assim o meia viajou com o grupo até São Paulo, desceu para os vestiários e, por fim, acabou poupado. Wendel assumiu a vaga do suspenso Fernando Bob. No Santos, Victor Ferraz estava com virose durante a semana e era apontado como reserva. Foi avaliado pelos médicos no gramado do Pacaembu e conquistou sua vaga nos últimos minutos.
Outra situação interessante antes do apito inicial do árbitro Rafael Gomes Felix foi a forte chuva na capital. O que começou com uma garoa se transformou numa temporal uma hora antes do chute inicial. Mas se começou repentinamente, também foi embora sem avisar. Instantes antes de a bola, rolar o céu abriu, e os jogadores subiram para o gramado, que resistiu sem titubear a uma grande quantidade de água. A tempestade também retardou a entrada dos torcedores.
Durante a semana, a Federação Paulista de Futebol (FPF) escalou, através de sorteio, o árbitro Rafael Gomes Felix para este importante confronto. Mas no começo do ano ele já tinha entrado nos noticiários após uma vitória polêmica do Santos em cima do Red Bull Brasil na 2ª rodada. Naquela ocasião, Kayke aproveitou um cruzamento de Victor Ferraz e emendou de ombro. O goleiro Saulo se esticou para defender e caiu com ela em cima da linha. A arbitragem validou o gol aos 47 minutos do segundo tempo.

LÁ… E CÁ!
O mando de campo era do Santos, mas a Ponte Preta não se intimidou no começo de jogo no Pacaembu. Mesmo com a vantagem do resultado no primeiro jogo, o time de Campinas soltou os laterais e usava bem as costas de Zeca, que costuma jogar de forma ofensiva. Logo no primeiro minutos, Nino Paraíba recebeu um lançamento pela direita, tirou da marcação, chegou na linha de fundo, levantou a cabeça e errou o cruzamento para Lucca na marca do pênalti.

Em resposta, Lucas Lima aproveitou uma cochilada da marcação no meio campo, acompanhou a movimentação no ataque e lançou para Ricardo Oliveira. O atacante usou o corpo para fazer o giro em Yago, entrou em velocidade e bateu cruzado.
Ela atravessou toda a grande área e saiu pela linha de fundo. Um minuto depois foi a vez do próprio camisa 10 arriscar da intermediária. A sequencia animou a torcida santista, que naquele momento já tomava conta das arquibancadas do Pacaembu.
Com liberdade para se movimentar, Lucas Lima foi derrubado pelo lado esquerdo aos 15 minutos de jogo. Ele mesmo alçou a bola na grande área em direção ao segundo pau. Bruno Henrique desviou de cabeça e Lucas Veríssimo tentou completar com uma bicicleta, mas ela sobrou para David Braz. Sem marcação, o zagueiro emendou um voleio na linha da pequena área com destino ao ângulo esquerdo da Ponte, sem nenhuma chance para Aranha.
COMPLICOU
O gol no começo da partida tirou a estabilidade dos campineiros. A dupla Marllon e Yago visivelmente sentiu a pressão da velocidade santista e por isso os zagueiros passaram a jogar de forma “simples”. Na frente, a Ponte Preta passou a ser previsível, jogando em função de um erro do adversário. Muito deste fator emocional se deve aos números: desde que Gilson Kleina chegou, a Macaca não saiu nenhuma vez atrás do placar.
E quando os times deveriam ser a atração no Pacaembu, foi o árbitro quem assumiu o protagonismo em lances polêmicos. Num lance aparentemente controlado, Lucca empurrou Bruno Henrique na grande área, de frente para o auxiliar, e a arbitragem nada marcou. No contra-ataque, a Ponte tentou sair jogando, mas Lucas Lima fez uma falta dura para parar a jogada e não recebeu o cartão amarelo. Os lances geraram muita discussão no gramado e Rafael Gomes Felix perdeu o controle da partida.
Celso Rezende, preparador físico santista, chegou a ser expulso de campo depois de tirar os óculos do bolso e oferecer ao árbitro. A partir daí, os dois times trocaram voadoras, trancos e sopapos, com a complacência da arbitragem. Autor do gol, David Braz saiu de campo ao final do primeiro tempo reclamando do adversário. De acordo com ele, a Ponte Preta usa as faltas para frear o jogo, mas nos números o Santos terminou a etapa inicial com 9 faltas, contra 7 dos campineiros.
Em meio a essa confusão toda, aos 37 minutos, o lateral Nino Paraíba teve que deixar o jogo. Ele se lesionou num lance simples, foi atendido pelo massagista e pediu a substituição. Até aquele momento o camisa dois era o melhor jogador da Ponte, pois era o que mais se arriscava no campo de ataque. Gilson Kleina, que já entrou com o zagueiro Reynaldo improvisado na esquerda, teve que mandar o volante Jeferson a campo para fazer a ponta direita.
O treinador da Ponte Preta aproveitou o intervalo para conversar com os jogadores. Na volta para o gramado, ele abriu mão dos três atacantes e sacou Lucca. O jovem Ravanelli entrou para tentar articular o meio, na segunda substituição do time. Do outro lado, o Santos entrou com o mesmo time e a mesma proposta ofensiva. O árbitro também voltou com a mesma filosofia e todas as faltas marcadas geravam discussão.
VAMOS JOGAR BOLA!
Com a bola rolando, a primeira grande chance do segundo tempo foi do Santos. Victor Ferraz partiu para o lance individual em cima de Reynaldo, acertou o drible pela direita e tentou o cruzamento. A zaga da Ponte tentou afastar o perigo, mas ela caiu nos pés de Zeca, que emendou uma bola da intermediária. Aranha se esticou e jogou pela linha de fundo. Três minutos depois, o time “da casa” voltou a assustar numa cobrança de falta.
A entrada de Reynaldo deu muito mais liberdade a Zeca. Aos 17 minutos, o camisa 37 do Santos puxou para o meio, tirou Elton da jogada só na velocidade e bateu rasteiro. Ela tocou no gramado e explodiu na trave direita. No rebate, Ricardo Oliveira tentou completar, mas a zaga afastou. Tentando puxar contra-ataque, William Pottker esticou pela esquerda, foi derrubado por Bruno Henrique e a arbitragem marcou a falta.
Mas não foi suficiente. O artilheiro da Ponte Preta se revoltou com o lance e partiu pra cima do santista. Pottker chegou a acertar um soco nas costas de Bruno Henrique, mas Rafael Gomes Felix mostrou apenas o cartão amarelo. Sem deixar passar em branco, o Santos partiu pra cima do apito. Àquela altura o trio já colecionava polêmicas e tentava se manter isento, mas os jogadores não poupavam nas reclamações.
FINALMENTE
Eis que uma esperança tomou conta dos campineiros: aos 25 minutos do segundo tempo o goleiro Vanderlei fez a sua primeira defesa no jogo. Ravaneli cobrou uma falta pela esquerda em direção a meta e obrigou o adversário a jogar pela linha de fundo. Na cobrança, a Ponte tentou sair jogando curto e Elton cruzou em direção a marca do pênalti. Yago completou para o fundo das redes, mas o auxiliar anotou o impedimento e invalidou o lance.
A reta final do jogo demonstrou o nervosismo dos times em campo. Um gol naquele momento, para qualquer um dos lados, mataria a classificação. Sem muitas opções, a Ponte tentava manter a bola no campo de ataque com Clayson, que em pelo menos duas oportunidades conseguiu fazer “filinha” pela ponta esquerda. Já o Santos trabalhava na intermediária, sem arriscar muitas jogadas, com medo do contra-ataque adversário.
PÊNALTIS!
Nas cobranças de pênalti, o Santos começou com a bola. Kayke acertou a finalização no canto esquerdo, mas ela passou por baixo dos braços de Aranha. Ravanelli também acertou e, na segunda oportunidade, agora com David Braz na marca da cobrança, o goleiro não titubeou e agarrou a bola. Todos os outros batedores acertaram a meta. A decisão então ficou para William Pottker, que mandou no canto direito de Vanderlei e decretou a vaga para a Ponte Preta.





































































































































