Maior ídolo da Ponte, Dicá se afasta em momento decisivo: "O atual momento não é meu"

"O atual momento não é meu. Todo o foco deve estar nos atuais jogadores. O mérito é deles", disse o ex-jogador em nota oficial

"O atual momento não é meu. Todo o foco deve estar nos atuais jogadores. O mérito é deles", disse o ex-jogador em nota oficial

0002050238879 img

Campinas, SP, 27 (AFI) – A final entre Ponte Preta e Corinthians pelo Campeonato Paulista traz muitas memórias aos torcedores de ambos os clubes. Maior ídolo da história da Ponte Preta, o ex-meia Dicá vem sendo muito procurado para comentar sobre a famosa decisão de 1977, jogo que foi decidido a favor do time da capital paulista graças a um gol chorado marcado por Basílio. O ex-jogador, no entanto, optou por evitar os holofotes e até soltou uma nota oficial para explicar tal decisão.

“Nesse momento tão importante da história da Ponte, tenho recebido várias solicitações de entrevistas. Entendo perfeitamente o papel da imprensa de querer reviver a história, mas reafirmo que não irei me pronunciar sobre a final de 1977…Pois acho que o atual momento não é meu”, disse Dicá.

ÍDOLO DA MACACA
Dono de marcas históricas com a camisa da Ponte Preta – são 581 jogos e 156 gols -, Dicá participou de quatro vice-campeonatos com a camisa alvinegra, sendo a de 1977 a mais marcante, pois toda a imprensa, na época, considerava a equipe campineira como favorito para ficar com a taça.

Dicá é o maior ídolo da história da Ponte Preta

Dicá é o maior ídolo da história da Ponte Preta

Ele era jovem em 1970, no campeonato de pontos corridos e que a Ponte terminou vice-campeã atrás do São Paulo. Depois esteve presente em 1977, 1979, ambas contra o Corinthians, e também em 1981, diante do São Paulo. Só não participou em 2008, porque pendurou as chuteiras em 1984.

O título do Paulistão de 1977, inclusive, marcou o fim de um jejum de 23 anos do Corinthians. Para os campineiros, o jogo ainda é alvo de muita reclamação por parte da arbitragem e da pressão política. A decisão, na época, foi disputada em três jogos, todos no Morumbi. A Ponte Preta venceu o segundo jogo, por 2 a 1, mas perdeu o primeiro e o terceiro por 1 a 0. Todos disputados no Morumbi.

DE LADO
Normalmente Dicá evita acompanhar os jogos da Ponte Preta ao vivo, muito menos indo aos estádios. Muitas vezes ele só espera o jogo terminar para saber o resultado. Isso para controlar suas emoções. Fora dos gramados e dos estádios, torce pelo sucesso do filho, Gustavo Bueno, que é gerente de futebol do clube.

Aos 68 anos, ano passado ganhou um busto instalado no salão social do Majestoso. Ele também é dono de uma frase célebre à respeito do momento da aposentadoria de um jogador de futebol. “É como você vestir uma fantasia por 25 anos e, da noite para o dia, deixá-la de lado”. Por toda sua história, ele nem precisa mesmo falar nada.

CONFIRA A NOTA DE DICÁ SOBRE A FINAL DE 1977:

“Nesse momento tão importante da história da Ponte, tenho recebido várias solicitações de entrevistas. Entendo perfeitamente o papel da imprensa de querer reviver a história, mas reafirmo que não irei me pronunciar sobre a final de 1977. Não que o assunto seja tabu para mim. Há 40 anos dou depoimentos a respeito dele e recentemente o deixei registrado na minha biografia.

Agora, porém, vou optar pelo silêncio, pois acho que o atual momento não é meu. Minha chance de conquistar o título paulista da primeira divisão infelizmente passou. Agora, todo o foco deve estar nos atuais jogadores. O mérito é deles, são eles que estão muito próximos de conseguir esse feito histórico. De minha parte, apenas reforço que estarei numa fervorosa torcida por todo esse elenco, que cresceu na hora certa e que vem representando muito bem a nossa querida Ponte Preta.”

Atenciosamente

Dicá.C