Ponte Preta x Corinthians - O jogo que pode entrar para a história!

A disputa vai muito além das quatro linhas que, teoricamente, deveriam limitar o duelo

Chegou a hora da final mais aguardada do futebol brasileiro

0002050239138 img

0002050239373 img

Campinas, SP, 28 (AFI) – Chegou a hora da final mais aguardada do futebol brasileiro. Neste domingo, às 16 horas, a Ponte Preta recebe o Corinthians na primeira decisão do Campeonato Paulista, em um jogo que promete parar Campinas.

Essa é a oportunidade de Gilson Kleina fazer história no estádio Moisés Lucarelli, onde já coleciona bons momentos, enquanto Fábio Carille tem nas mãos a oportunidade de reeditar 1977, quando os corintianos foram campeões estaduais com um gol inesquecível de Basílio, encerrando um tabu de 23 anos sem taça.

Este jogo vai ser transmitido, ao vivo, pela RÁDIO FUTEBOL INTERIORRádio FI – com a equipe comandada por Marcelo Corsato.

SEXTA CHANCE
Mas a disputa vai muito além das quatro linhas que, teoricamente, deveriam limitar o duelo. A Ponte tem em suas mãos a sexta oportunidade na história de ser campeã, contra um adversário que já lhe frustrou duas vezes – 1977 e 1979.

O time de 2017 pode dar a uma das torcidas mais apaixonadas do interior paulista o seu sonho mais antigo: o primeiro título em 117 anos. E o grupo chega empolgado, após eliminar o Santos nas quartas, até então atual campeão paulista, e o Palmeiras na semifinal, atual campeão brasileiro.

Do outro lado o Corinthians vive a incrível sina de provar sua força. O time de Fábio Carille começou o ano sendo chamado de “quarta força” do estado e usou isso como motivação para chegar a final. Com um time montado da defesa para o ataque, que prioriza não sofrer gols antes de tentar balançar as redes do adversário, o Timão sempre chegará na final como favorito, independente do adversário. E não poderia ser diferente. Em 107 anos de história o clube coleciona 27 títulos, com a alcunha de maior vencedor estadual.

Lucca comemora o segundo gol da Ponte Preta na goleada em cima do Palmeiras, na semifinal
Lucca comemora o segundo gol da Ponte Preta na goleada em cima do Palmeiras, na semifinal

MACACA QUERIDA!

É claro que Gilson Kleina não adiantou o time que mandará a campo. A Ponte teve a semana toda para trabalhar e sabe que tem apenas um desfalque para o jogo: o zagueiro Marllon, que recebeu o terceiro cartão amarelo e está automaticamente suspenso.

O substituto? Fábio Ferreira, que está no grupo da Macaca desde 2015, mas também tem história no rival Corinthians, onde foi campeão brasileiro da Série B em 2008. Com 32 anos, ele tem a confiança do treinador para acertar o setor ao lado de Yago, que também é ex-zagueiro do adversário.

No restante o treinador não tem nenhuma outra baixa. Com o Departamento Médico completamente vazio, o lateral Nino Paraíba e o meia Renato Cajá trabalharam normalmente durante a semana e devem ser opções no banco de reservas.

Isso porque Jeferson atuou bem na vitória por 3 a 0 em cima do Palmeiras e deve ser mantido entre os titulares, enquanto Reynaldo assume a outra ponta. No meio, o trio de volantes Fernando Bob, Elton e Jadson estão mais do que confirmados.

Ponte Preta e Corinthians já se enfrentaram neste Campeonato Paulista, mas o confronto no Moisés Lucarelli terminou 1 a 1
Ponte Preta e Corinthians já se enfrentaram neste Campeonato Paulista, mas o confronto no Moisés Lucarelli terminou 1 a 1

VAMO, MEU TIMÃO!

Fábio Carille foi muito mais aberto durante a semana. Também com tempo de sobra para trabalhar, ele foi bem claro na sua última entrevista coletiva: não tem o que mudar no Corinthians. O time que jogou até aqui é o que estará em campo no domingo, com Jadson e Rodriguinho lado a lado no meio campo. O que deve mudar é a postura do time em campo. O treinador cobrou muito isso dos jogadores no trabalho desta sexta-feira.

Ele insistiu na marcação pressão, roubadas de bola no campo de ataque e contra-ataques em velocidade, principalmente pelas beiradas. Num certo momento Rodriguinho precisou ser atendido após uma dividida com Pedro Henrique, mas rapidamente voltou para o trabalho.

“É um sonho. Eu imaginava que poderia chegar num grande, mas teria antes de fazer um trabalho nos menores, um acesso em uma Série B. Eu me coloco como técnico desde 22 de dezembro. Eu olhei só o dia a dia. Não olhei o noticiário, não assisto nada. Quando vejo jogo em casa eu tiro o som para ter convicção do que estou vendo”, disse Carille.