Segundona: XV de Jaú investe em comissão técnica com experiência internacional

O bom desempenho dos jogadores é consequência de uma excelente preparação fora das quatro linhas

O bom desempenho dos jogadores é consequência de uma excelente preparação fora das quatro linhas

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Jaú, SP, 24 (AFI) – Não é só dentro de campo que o XV de Jaú vem se destacando. Aliás, o bom desempenho dos jogadores na Segundona Paulista é consequência de uma excelente preparação fora das quatro linhas. O clube investe pesado para ter profissionais altamente qualificados, visando dar condições aos atletas alcançarem todo o seu potencial.

TREINADOR DE GOLEIROS
O treinador de goleiros, por exemplo, é Ítalo Baraldi Neto. Ele e o XV de Jaú tem uma longa história de afinidade. Em 1993, quando tinha 13 anos, iniciou nas categorias de base do Galo. No mesmo ano, foi campeão da Taça Brasil, após derrotar o Criciúma na final. Em 1996, Cilinho, então técnico do XV e reconhecido pelo excelente trabalho com meninos da base, dizia que ele seria o novo Marola, goleiro com destaque no cenário nacional e com início no XV.

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Mas com apenas 22 anos, em 2001, Ítalo se retirou dos gramados. Iniciou estudos na faculdade de Educação Física. Conciliava os estudos com a nova profissão: treinador de goleiros.

“Em 2002, fui convidado pelo Leandro Campos (treinador do XV na época) a auxiliar o treinador de goleiros, João Luiz Tegon. No mesmo ano, o João recebeu uma proposta para ir trabalhar no Mogi Mirim, e assumi no lugar dele”, conta.

Ficou no cargo até 2004, quando foi para a cidade de Shizuoka, no Japão. Ítalo entrou para a lista de brasileiros que foram até o Japão na função de treinador de goleiros ao lado de grandes nomes, como Mazzaropi (ídolo no Grêmio) e Zé Mário (seleção Japonesa). CONFIRA MAIS AQUI

PREPARADOR FÍSICO
Roberto Grimaldi começou cedo dentro do futebol. Já no primeiro ano de faculdade, com apenas 19 anos de idade, ingressou como preparador físico da categoria sub17 do Guarani, em Campinas. O ano era de 1979. Depois, foi para a Ponte Preta, onde se tornou bicampeão paulista sub20 (1981 e 1983) e integrou a comissão técnica do elenco profissional.

Entre idas e vindas, ficou na Ponte Preta até 1993, quando surgiu a proposta para Grimaldi sair do país. No retorno ao Brasil, em 1996, passou por Mirassol e Rio Branco. Foi para o Corinthians, onde ficou de 1997 até 1999 trabalhando com o time de aspirantes. Nesta época, o Corinthians foi bicampeão brasileiro.

Passou por Comercial, São bento, Rio Branco, Rio Preto, Linense, Ferroviária, União Barbarense, Rio Claro e XV de Piracicaba. Ano passado, estava no Grêmio Prudente. Enfrentou o XV de Jaú duas vezes pela segunda fase do Campeonato Paulista Segunda Divisão.

Agora com a camisa verde e amarela, espera auxiliar o time da mesma forma que fez com outro XV: o de Piracicaba. “Lá nós conseguimos sair da terceira divisão e chegamos na elite. Aqui podemos fazer isso também”, diz. CONFIRA MAIS AQUI

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FISIOTERAPEUTA
Antes de iniciar os estudos como fisioterapeuta, Gustavo Simonassi jogava futsal pelo Votuporanga. Na disputa da edição dos Jogos Regionais em 2006, com 20 anos, ele se destacou e surgiu a primeira oportunidade de sair do país. Gustavo tinha 20 anos na época.

Depois passou por mais um time do futsal italiano, o Prato. Se machucou e retornou ao Brasil para operar o joelho. Mas foi apenas um até breve ao país da bota. Em pouco tempo, já cruzava o oceano novamente. Iniciou os estudos no curso de fisioterapia, e mais uma vez surgiu a oportunidade de ir para a Itália, através do programa governamental “Ciências Sem Fronteiras”. Estudou durante um ano em Padova, e focou na área de reabilitação

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Durante o ano de estudos na Itália, acompanhou de perto o departamento médico do time de futsal Luparense Calcio A5. Retornou ao Brasil, se formou, se especializou e iniciou os trabalhos como fisioterapeuta no time profissional do Santo André.

Se depender dele, os jogadores do XV de Jaú ficarão o menor tempo possível no Departamento Médico. “A gente faz o tratamento da melhor forma possível para que eles se recuperem rápido. Lugar de jogador é dentro do campo né, não aqui”, fala, sorrindo. CONFIRA MAIS AQUI

FOTOS: Tiago Pavini / XV de Jaú