De vice-campeão paulista a pior time do Brasil, a história do Audax

Os investimentos foram cortados radicalmente e os resultados negativos foram se acumulando na mesma proporção

Os investimentos foram cortados radicalmente e os resultados negativos foram se acumulando na mesma proporção

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Osasco, SP, 15 (AFI) – O Campeonato Paulista de 2016 terminou com o Osasco Audax como vice-campeão e como o time mais badalado do Brasil. Passados apenas um ano, o Osasco Audax é o sinônimo do fracasso e da incompetência, sendo o pior time do Brasil na atualidade.

Dos 128 times que disputam as quatro divisões do Campeonato Brasileiro, o Osasco Audax é o pior deles e a única equipe que não somou nenhum tempo, tendo perdido todos os jogos que participou. Até times inexpressivos de Estados como Roraima e Amapá estão cumprindo campanha superior a do Osasco Audax.

Na Série D ele faz parte do Grupo A12 onde acumulou quatro derrotas em quatro jogos diante de URT-MG (duas vezes), Itumbiara-GO e Portuguesa-RJ. No próximo sábado, às 15 horas, vai enfrentar a Portuguesa, em Moça Bonita, pela quinta rodada da primeira fase. O Audax é o lanterna do grupo sem nenhum ponto e já está eliminado.

O octogenário Mário 'Ponte Preta' pode deixar o futebol sem apoio de parceiros e outros investidores

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Antes do vexame que está dando na Série D do Campeonato Brasileiro, o Audax já havia decepcionado no Campeonato Paulista da A1, o Paulistão, quando acabou rebaixado apresentando um futebol medíocre, servindo inclusive para desmistificar o trabalho do treinador Fernando Diniz.

VEXAME JÁ NA SÉRIE B DE 2016
A queda de rendimento do Osasco Audax começou logo após a equipe ter sido vice-campeã do Paulistão de 2016. O Audax fez uma parceria com o Oeste, tirando a equipe de Itápolis, passando a mandar jogos em Osasco e Barueri no Campeonato Brasileiro da Série B.

Com a orientação de Fernando Diniz e com vários jogadores que tinham sido vice-campeões, o Audax começou a Série B com a certeza que conquistaria o acesso usando a camisa do Oeste. Na prática, o que se viu foi um grande vexame, com o time fugindo do rebaixamento na última rodada.

MUITOS CLUBES E
RESULTADOS MEDÍOCRES

O Osasco Audax surgiu de investimentos do excêntrico Mário Teixeira, conhecido como Mário “Ponte Preta” em razão de torcer para a “Macaca” e gostar muito de futebol. Iludido com a conquista do vice-campeonato paulista e com a venda de jogadores para grandes equipes do Brasil, Mário “Ponte Preta” quis abraçar o mundo do futebol.

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E, assim, além do Audax São Paulo, Audax Rio e do Oeste, também formalizou com outras equipes no Brasil e, no final, todas acabaram fracassando, com campanhas medíocres.

Mário “Ponte Preta”, colocou na presidência do Osasco Audax, Vampeta (ao lado), folclórico ex-jogador do Corinthians e da Seleção Brasileira, demonstrando sua total falta de compromisso com um futebol sério.



DINHEIRO PÚBLICO E
LEIS DE ISENÇÃO FISCAL

Para muitos, a queda de rendimento do Osasco Audax tem relação direta com a diminuição de investimentos de Mário Teixeira, ex-executivo do Banco Bradesco.

Diferente do que muita gente imagina, grande parte do dinheiro do Osasco Audax não viria diretamente dos bolsos de Mário Ponte Preta, mas, em grande parte, sim de recursos públicos. Isso, graças à boa relação do investidor com políticos e aportes vindos através de leis de incentivo fiscal. Mas, com a crise política e econômica, estes valores pararam de entrar nos cofres do clube.

Pessoas próximas ao investidor Mário Teixeira, já vêm com reservas seu incentivo ao Osasco Audax e já trabalhando com a possibilidade da venda do clube.

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