O futebol mal vendido

O marketing dos clubes precisam de profissionais qualificados para a função e não de pessoas indicadas politicamente

O marketing dos clubes precisam de profissionais qualificados para a função e não de pessoas indicadas politicamente

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Nesta coluna, deixo o futebol jogado das 4 linhas, para escrever sobre o marketing dos clubes. Como há alguns anos vem fazendo, o Itaú BBA divulgou a “Análise Econômico-Financeiro dos Clubes do Futebol Brasileiros”.

É uma análise que toma por base os dados publicados na mídia pelos clubes, Federações e CBF.

Portanto o Itaú BBA não faz contatos com ninguém. Vou a alguns dados relevantes:

– em 2016 o crescimento da receita total foi de 20% nos 27 clubes analisados. Foram 4 bilhões e 300 milhões de reais em 2016 contra 3 bilhões, 620 milhões em 2015. O principal motivo desse aumento, foram as cotas de tv mais altas, que cresceram 38% e chegaram a 49% das receitas totais dos clubes.

– o investimento publicitário total no Brasil foi 129 bilhões de reais e a receita de propaganda nos clubes atingiu 550 milhões, apenas 0,42% do total.

Leila Pereira investiu 17,6% de toda publicidade dos clubes com a CREFISA

Leila Pereira investiu 17,6% de toda publicidade dos clubes com a CREFISA

– A Crefisa, patrocinadora do Palmeiras, representou 17,6% de todas as receitas publicitárias nos clubes.

– Palmeiras, Corinthians e Flamengo representaram 43% das receitas publicitárias.

Haja números hein!

Com eles revelados, penso que o futebol brasileiro se vende mal. Os clubes precisam fazer algo diferente para fugir desse cenário negativo.

É necessário um planejamento para colocar a marca do patrocinador junto ao consumidor, principalmente junto ao torcedor; ações que façam apelo à fidelidade e lealdade do torcedor.

No Brasil se analisa o retorno publicitário pela exposição nos veículos de comunicação, principalmente na tv. É pouco.

O marketing dos clubes precisam de profissionais qualificados para a função e não de pessoas que são colocadas nos cargos politicamente ou por serem próximas dos presidentes.

A propósito, um aviso a eles, os presidentes: Alguém já disse que o marketing é muito importante para deixar os assuntos apenas ao departamento.

Mãos à obra presidentes.