Waldir Peres, histórias em Ponte Preta e Guarani
Waldir Peres, histórias em Ponte Preta e Guarani
Waldir Peres, histórias em Ponte Preta e Guarani
Com a morte do ex-goleiro Waldir Peres dia 23 de julho, é recomendável recapitulação de coluna publicada em maio de 2003, quando foi citado o jogo Flamengo e Guarani de 1985 no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, quando o goleiro defendeu três pênaltis e deixou o gramado como herói naquele empate por 1 a 1. Postagem dupla na semana.
Um ano anos, Waldir Peres caiu em desgraça no São Paulo, transferiu-se ao América do Rio de Janeiro, recuperou a confiança e veio para o Guarani, clube que paradoxalmente deveria ter iniciado a carreira em 1970. Embora aprovado no teste, a morosidade dos dirigentes para definição de contrato possibilitou que a rival Ponte Preta atravessasse a negociação, após indicação do ex-técnico Ilzo Neri.
Vindo de Garça (SP), na ocasião deixava os longos cabelos caírem sobre a testa e pescoço. Com a camisa pontepretana, Waldir Peres ficou um ano como reserva de luxo devido à regularidade de Wilson Quiqueto. A chance de entrar na equipe surgiu com má fase do titular, quando mostrou elasticidade e reflexo para praticar defesas mesmo quando o atacante adversário ficava cara a cara. Um dos raros defeitos era na saída do gol.
Em 1973 ele se transferiu para o São Paulo e esperou três meses para barrar o titular Sérgio e construir carreira de onze anos, participando daquele lendário time 1977, treinado por Rubens Francisco Minelli, que sagrou-se campeão brasileiro contra o Atlético Mineiro. A definição só ocorreu em cobranças de pênaltis com Waldir iluminado, num time que tinha, ainda, Getúlio, Tecão, Bezerra e Antenor; Chicão e Teodoro (Peres); Zé Sérgio, Mirandinha, Dario Pereyra e Viana.
SELEÇÃO BRASILEIRA
Waldir Peres participou de três Copas do Mundo. Em 1974, na Alemanha, como terceiro goleiro, observando a boa forma do titular Émerson Leão e aprendendo com o reserva Renato (Flamengo). Waldir foi relacionado para aquela competição após o corte do goleiro Wendell, que jogava no Botafogo (RJ) e estava contundido.
Em 1978, no Mundial da Argentina, Waldir Peres foi o reserva imediato de Leão. E em 1982, na Espanha, chegou sua vez de jogar ao lado de uma patota que encantou o mundo, mas foi despachada pela Itália do carrasco Paolo Rossi.
Foram 650 jogos na carreira de jogador por 19 anos, com passagens ainda por Corinthians e Portuguesa, ocasião em que se julgava habilitado a desempenhar funções de treinador, sem contudo obter sucesso.





































































































































