Segundona: 'Em casa', técnico Luís Felipe marca história do Manthiqueira

Apesar da pouca idade, o técnico da Laranja Mecânica afirmou não sentir a pressão da responsabilidade

Apesar da pouca idade, o técnico da Laranja Mecânica afirmou não sentir a pressão da responsabilidade

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Guaratinguetá, SP, 22 (AFI) – Há quase quatro meses no comando do Manthiqueira, Luís Felipe já fez história pelo clube de sua cidade natal. Consagrando o primeiro acesso da equipe para o Paulistão A3, o técnico, que dá continuidade ao trabalho de Nilmara Alves, é o oposto do padrão da maioria dos profissionais de sua área. Aos 28 anos, ele nunca foi jogador profissional e agora tenta levar a equipe laranja ao título inédito da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, diante do EC São Bernardo.

“Eu acho que foi muito importante termos conseguido o acesso esse ano. O treinador é da cidade, a base (do time) é da cidade. Existe essa sensação de pertencimento. Saio na rua, o pessoal sabe quem eu sou. É uma sensação gostosa. Eles reconhecem o trabalho. Isso me motiva a continuar ajudando o time”, acrescentou.

Luís Felipe começou a trabalhar no Manthiqueira em 2015, recém-formado, como preparador físico

Luís Felipe começou a trabalhar no Manthiqueira em 2015, recém-formado, como preparador físico

Luís Felipe começou a trabalhar no Manthiqueira em 2015, recém-formado, como preparador físico. Na época, a equipe ainda era comandada pela treinadora Nilmara.

“Eu sempre tive esse sonho de ser treinador. Eu queria estar no meio do futebol, que é a minha paixão. Fui estudando, fiz educação física, e então o (presidente) Dado de Oliveira me abriu as portas para ser preparador físico do Manthiqueira. E com a Nilmara eu aprendi muita coisa. Entendi a filosofia do fair play, leitura de jogo, sentir o momento de realizar a substituição. Quando ela precisou se afastar do cargo, eu estava pronto para continuar. Sou muito grato”, afirmou.

RESPONSABILIDADE
Apesar da pouca idade, Luís Felipe afirmou não sentir a pressão da responsabilidade. Muito pelo contrário, ele vê com bons olhos a juventude no comando dos clubes, principalmente em uma competição sub-23 – como é o caso da Segunda Divisão.

“Eu fui descobrindo as dificuldades junto com os atletas. Eles me passavam tranquilidade, enquanto a comissão técnica dividia as experiências comigo. Eu fui me adaptando fácil às novas situações. Não parei para pensar se houve um técnico mais novo, o que isso vai dizer para mim no futuro. Mas tem sido uma experiência muito positiva. Não me assusta”, explicou.

EVOLUÇÃO
Uma das alegrias de Luís Felipe nesta temporada é ter participado do amadurecimento do Manthiqueira. Ele acredita que todas as dificuldades enfrentadas pelo time, desde o início do torneio, foram necessárias para a evolução. No sábado (23), diante do EC São Bernardo, no Estádio Baetão, às 15h, o Manthiqueira terá o primeiro confronto pela final.

“A equipe é muito jovem, tem muito para evoluir, e em alguns momentos faltou experiência. Mas teve uma evolução enorme, porque nos unimos”, disse. “Pedrinho é o destaque ofensivo, mas ele não joga sozinho, tem time que dá apoio técnico para ele brilhar. Muitos jogadores aqui são taticamente muito importantes. O Léo Costa e o Léo Turbo, por exemplo. Eles evoluem e eu evoluo com eles. Esse acesso prova isso. Estamos confiantes no título” concluiu.