Monga, símbolo da raça pontepretana

Monga, símbolo da raça pontepretana

Monga, símbolo da raça pontepretana

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Sabe-se lá quem botou na cabeça do ex-centroavante Monga que poderia prosperar no futebol profissional como lateral-esquerdo. Ainda bem que após estágio na posição no Santo André, descobriram no Palmeirinha de São João da Boa Vista que um ‘tratorzão’ capaz de rachar a bola com zagueiros e empurrá-la à rede teria que obrigatoriamente jogar mais perto da meta adversária.

Dito e feito. Quem ganhou com isso foi a Ponte Preta em 1988, que ao trazê-lo constatou que representava o símbolo da raça cobrada pelo seu torcedor.

Pouco interessava se ele matasse a bola de canela. Aquele espírito guerreiro compensava a falta de habilidade. Assim, marcou dez gols na campanha do acesso da Ponte Preta à série A1 do Campeonato Paulista de 1989.

TAQUARITINGA

O mais significativo, naturalmente, foi na semifinal daquela competição contra o Taquaritinga. Foi dele o gol da vitória na casa do adversário. Ao dominar a bola quebrada pelo goleiro João Brigatti, escapou de um adversário na velocidade e, encobriu o goleiro que tentava interceptar a bola.

Parafraseando o músico Jorge Bem Jor, Monga só não entrou de bola e tudo porque teve humildade.

No jogo de volta em Campinas, na vitória consagradora da Ponte Preta por 3 a 1, ele abriu o placar diante de cerca de 20 mil torcedores.

O time do acesso? João Brigatti; Roberto Teixeira, Júnior, Tuca e (seria Carlinhos Engenheiro?); Sílvio, Tonho e Jorge Mendonça; Zé Carlos, Vagner e Ernani.

ITUANO

Na disputa pelo título, a Ponte foi suplantada pelo Ituano, mas a camisa ensopada de suor de Monga o fez um ídolo no clube até 1996, quando se transferiu ao futebol português, mas retornou no ano seguinte, com passagens por Ferroviária e Canoas (RS). A carreira foi encerrada em 2000, quando voltou a morar em Campinas (SP) e foi trabalhar como técnico do time sub-15 da Ponte.

O apelido foi referência à ‘Monga – a mulher gorila’, atração de sucesso em parques de diversões, logicamente não dissociado até hoje, quando integra o quadro de comissionados na Secretaria de Esportes da Prefeitura de Campinas.

Ele ganhou gosto pela política em 2012, como candidato a vereador em Campinas pelo PSB (Partido Social Brasileiro), quando obteve 770 votos.

Em março passado ele completou 52 anos de idade e o nome Gilberto Manoel de Almeida é usado protocolarmente para assinatura de documentos.