Série B: Alexandro rebate Messias, do América-MG: "pára de palhaçada"

O jogador rubronegro acabou apagando seu comentário depois de ter sido alvo de críticas

O jogador rubronegro acabou apagando seu comentário depois de ter sido alvo de críticas

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Barueri, SP, 03 (AFI) – No último domingo, já nos minutos finais da derrota do América-MG para o Oeste, por 2 a 1, na Arena Independência, o zagueiro Messias acusou o goleiro Rodolfo de ter o chamado de “macaco” e deu início a confusão que foi parar na delegacia. Horas depois, o beque do Coelho fez um desabafo em seu instagram e o atacante Alexandro acabou rebatendo.

Em seu post, Messias lamenta a derrota, mas diz que o pior do dia foi “ter sofrido uma injúria racial” e prometeu “não abaixar a cabeça para nenhuma ofensa”, completando: “O boletim foi registrado e espero que tenha uma punição adequada. Tenho muito orgulho de quem eu sou: forte, lutador e NEGRO. Esse tipo de crise tem que parar de acontecer no futebol, no Brasil e no mundo. Chega de racismo!”.

Alexandro criticou a postura adotada pelo zagueiro Messias no caso de racismo

Alexandro criticou a postura adotada pelo zagueiro Messias no caso de racismo

No meio de tantos comentários, um chamou a atenção. Alexandro, atacante do Oeste e com passagens por Botafogo, Santa Cruz, Náutico, Bahia, Ponte Preta e Paysandu, rebateu o zagueiro do América-MG: “Que ibope você, Messias. Tomou um passeio e agora quer falar de racismo. Desce do palco para de palhaçada”. O comentário, porém, foi apagado depois de ter sido alvo de críticas.

O QUE ACONTECEU!
Já nos acréscimos do jogo, Messias e Rodolfo iniciaram um bate boca dentro da área após uma dividida. O zagueiro pediu para que a partida fosse paralisada e queria a entrada da Polícia Militar, mas o árbitro baiano Jailson Macedo deu seguimento. Assim que a bola parou, houve a confusão dentro da área.

Messias disse ter sido chamado de “macaco” pelo goleiro rubronegro, que se defendeu dizendo: “eu sou negro também, rapaz”. Após muita confusão, os jogadores foram para o vestiário. O zagueiro fez um Boletim de Ocorrência na Central de Flagrantes I (Ceflan) do Bairro Floresta, em Belo Horizonte, e Rodolfo só foi liberado depois de pagar R$ 2 mil de fiança.