Cansado de críticas e pagar contas, cartola desabafa e diz que Fluminense é 'time pequeno'

Pedro Jorge culpa antigos dirigentes por falta de planejamento e por fazer contratações erradas para o clube

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Rio de Janeiro, RJ, 3 (AFI) – Semana sem futebol é dedicada para bastidores. E uma notícia nada boa estourou pelos lados das Laranjeiras. Por azar, o vice-presidente de futebol do Fluminense, Fernando Jorge, deixou vazar num grupo de Watsap que o clube carioca tem receita de time pequeno.

Ele comparou o Fluminense até mesmo ao lanterna Atlético-GO, lembra que a grande falha foi não ter sido feito um plano de reestruturação econômica em 2014, quando o patrocinador master deixou o clube: a Unimed.

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Reconheceu também que sabia que estes dois anos de mandato seria mesmo dedicado para ‘tapar os buracos’ nos cofres do clube, mas não esperava encontrar uma situação tão caótica.

RECEITA PEQUENA
“Temos receita de time pequeno, embora sejamos um dos clubes maiores e mais tradicionais do país. Sem dinheiro não dá para se contratar jogadores do nível dos principais concorrentes, que brigam pelo título. É uma luta desigual” – desabafou o dirigente.

Ele vive na pele o mesmo drama vivido por clubes de menor porte como o próprio Atlético-GO, o Avaí, a Ponte Preta. A divisão de cotas da televisão, maior receita dos clubes, é desigual.

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CULPA DO PASSADO
Com o Fluminense ameaçado pelo rebaixamento, com 31 pontos, em 16.º lugar, os protestos da torcida se multiplicam, como aconteceu segunda-feira na volta da delegação de Porto Alegre (RS), onde domingo perdeu por 1 a 0 para o Grêmio.

Apertado e sem saída, ele não vê outra saída se não falar o que considera a verdade: culpar a antiga diretoria de Pedro Abad, que antecedeu Peter Siemsen.

Segundo ele, o ex-presidente Peter Siemsen fez três anos ‘muito bons’ nos primeiros três anos. Mas depois deixou o barco correr. Por fim, fez contratações de caráter duvidoso e que não deram certo e deixou todas as contas para a futura diretoria pagar.

FORA DA REALIDADE
“Encontramos um caos total nas finanças do clube. As despesas são enormes e as receitas pequenas. Não existe equilíbrio e nem crédito.

Pedro Abad: considerado centralizador

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Os dirigentes assumem e querem ser campeões para ficar de bem com a torcida. Nesta ânsia acabam contraindo dívidas para o clube que fica sujeito depois a sofrer por longo período” – disse.

É o que acontece neste momento, quando o Fluminense se viu obrigado a lançar muitos jogadores da base e ficar sem contratar os chamados ‘medalhões’.

Para o dirigente “qualquer jogador mediano pede R$200 a R$ 300 mil para assinar um contrato conosco. É totalmente fora da nossa realidade” – concluiu.