Clayson, do Corinthians, leva tapa, reage e acaba acusado de agressão no Engenhão

O jogador afirmou não ter feito nada demais, tirando apenas a mão do policial. Imagens mostraram tudo bem claramente

O jogador afirmou não ter feito nada demais, tirando apenas a mão do policial

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Rio de Janeiro, RJ, 23 (AFI) – Sem conseguir encontrar o traficante Rogério 157 e longe de selar a paz na Rocinha, a polícia do Rio de Janeiro entrou em mais uma fria ao atirar e matar uma turista espanhola, de 67 anos, nesta segunda-feira, durante uma batida. No meio de tantas confusões, tirou um tempo para acusar o meia Clayson, do Corinthians, de agressão, após o jogo diante do Botafogo, no Estádio Nilton Santos. É mesmo uma inversão total de valores.

Após o apito, os jogadores do Corinthians foram até o árbitro Rodrigo Batista Raposo para reclamar de um pênalti não marcado em cima do atacante Jô nos minutos finais do duelo.

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EMPURRA-EMPURRA

No meio do empurra-empurra, Clayson levou um tapa de um ‘segurança de arbitragem’ que, por acaso, é policial sem uniforme. De forma instintiva, Clayson reagiu com outro tapa.

O mesmo policial que deu o primeiro tapa, depois tentou se passar por vítima. Ele se considerou agredido e o encaminhou o jogador até o Juizado Especial do Torcedores e dos Grandes Eventos. O policial que exagerou no caso se chama Carlos Leandro Branco.

“Não houve agressão nenhuma” foi taxativo Galvão Bueno no programa “Bem Amigos” após ver as imagens da ‘possível agressão’. A opinião de Galvão foi seguida pelo comentarista Casagrande e também pelo ex-árbitro Arnaldo César Coelho, que afirmou:

“Houve um exagero neste esquema de segurança. Naquela altura tudo já estava definido e o árbitro totalmente seguro” – completou.

Confusão rolou após o apito final do jogo entre Botafogo x Corinthians

Confusão rolou após o apito final do jogo entre Botafogo x Corinthians

Clayson, então, deu sua versão do ocorrido à polícia e foi liberado para seguir caminho com os demais jogadores do Corinthians.

Na saída falou:

“Só reagi para tirar a mão, não tinha necessidade de tudo isso. Mas já está esclarecido, é vida que segue. Não vi com quem foi na hora, só abaixei a mão dele.”

Após o meia deixar o local, foi a vez do técnico Carille ir até a sala para dar sua versão do ocorrido, como testemunha do jogador. O ônibus da delegação corintiana, inclusive, deixou o local sem o treinador.

BRASILEIRÃO
A derrota para o Botafogo por 2 a 1 deixou o Corinthians apenas a seis pontos na frente de Palmeiras e Santos na tabela de classificação, aumentando a pressão em cima dos jogadores, que estão fazendo um segundo turno irreconhecível. O próximo desafio será diante da Ponte Preta, no Moisés Lucarelli.