Goleiro da Ponte Preta, Aranha não corre e enfrenta 'na boa' invasores e vândalos

Ele foi cercado por meia dúzia de torcedores e até ameaçou reagir quando foi tocado por trás.

Ele foi cercado por meia dúzia de torcedores e até ameaçou reagir quando foi tocado por trás.

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Campinas, SP, 26 (AFI) – Nenhum jogador da Ponte Preta deu entrevista após o jogo, em que a Ponte Preta levou a virada, por 3 a 2, para o Vitória e acabou rebaixada no Campeonato Brasileiro.

Apenas o goleiro Aranha não correu de campo quando houve o início da invasão. Ele foi cercado por meia dúzia de torcedores e até ameaçou reagir quando foi tocado por trás.

TODOS CHOCADOS
Segundo a assessoria de imprensa, todos estavam muito assustados com tudo que ocorreu em campo.

A partida foi paralisada aos 37 minutos do segundo tempo, quando uma parte do alambrado foi quebrada e um grupo de torcedores invadiu o gramado. Alguns com pedras, outras com outros objetos na mão.

A reação de todos dentro de campo foi imediata. Exceto Aranha, os pontepretanos correram para os seus vestiários. Nino Paraíba e Luan Peres correram para o túnel do Vitória, sendo resgatados depois por alguns seguranças do clube.

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PUNIÇÃO PESADA
Como gerou os tumultos, a Ponte Preta, com certeza, vai ser punida severamente pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A punição vai valer para a Série B de 2018. Na última rodada, o time campineiro apenas cumpre tabela contra o Vasco da Gama, no Rio de Janeiro (RJ). Agora soma 39 pontos, em penúltimo lugar.

A própria direção da Ponte Preta não se opôs ao final do jogo, determinado pela arbitragem após 40 minutos de paralisação. A alegação foi a falta de segurança por parte da Polícia Militar. O regulamento prevê que após os 30 minutos do segundo tempo, prevalece o placar no caso de 3 a 2.

POUCOS DETIDOS
Apesar de toda a confusão, em comunicado extra-oficial o comando da Polícia Militar comunicou a prisão de apenas três torcedores e que dois policiais foram machucados levemente.

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Mas na parte de fora do estádio foi preciso a ação da Tropa de Choque e da cavalaria e também houve uma ação policial pelos lados do Brinco de Ouro.

Um grupo de pontepretanos teria descido ao estádio do rival, de onde teriam sido soltos rojões.

Mas cenas tristes foram vistas nas arquibancadas, como crianças chorando e mulheres apavoradas. O estádio foi esvaziado após a confusão.

Para ‘gerar’ a paz, a PM utilizou muitos cassetetes, balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio. Isso, tanto dentro como fora do estádio.