Por que Gustavo Bueno não foi demitido na Ponte Preta após incontáveis erros?
Departamento de futebol errou demais em contratações
Por que Gustavo Bueno não foi demitido na Ponte Preta após incontáveis erros?
Décadas passadas, em conversa com um gerente de uma das empresas jornalísticas que trabalhei, ele resumiu com propriedade a sua principal atribuição.
– A matriz deixou bem claro que para a empresa há dois tipos de gerente: aquele que dá lucro e o ex-gerente. E eu não quero ser o ex-gerente.
Transportando isso para o futebol, cuja eficiência é medida por resultados práticos no campo, deveria haver o gerente de futebol com funcionalidade e o ex-gerente, mas na prática não é assim que a ‘banda toca’.
Partindo-se do pressuposto que dirigentes não são obrigados a ter amplo conhecimento sobre futebol, contratam um funcionário supostamente com a devida aptidão, para que o departamento funcione.
Exatamente isso que faz a Ponte Preta. O presidente Vanderlei Pereira tem pleno domínio de contabilidade e o presidente de honra, Sérgio Carnielli, não fica vendo bola rolando de norte a sul do país, para saber quem é quem visando contratação.
FUNCIONÁRIO REMUNERADO
Logo, entende-se ser atribuição do gerente de futebol Gustavo Bueno – funcionário devidamente remunerado – distinguir quem deve ser contratado para justificar o rótulo de reforço ao elenco da Ponte Preta.
Pois bem, vejam que no primeiro semestre desta temporada a Ponte Preta contou com cinco laterais-esquerdos.
Breno Lopes já estava aí. Depois veio Artur. Alertei antes de contratarem João Lucas sobre as claras deficiências dele na marcação, mas fizeram questão de contratá-lo. Fernandinho também chegou, e por fim Danilo Barcelos, também deficiente na marcação e acomodado entre meio-campistas.
Num projeto de cinco laterais-esquerdos, eis que a Ponte improvisou um lateral-direito torto à função, caso de Jefferson.
PAULISTÃO
Caiu no esquecimento da maioria que durante o Paulistão passado passaram pela Ponte Preta jogadores prescindíveis como o volante Fábio Braga e os atacantes Erick Salles, Lins e Ramon.
E o clube ainda ficou pagando salário para o zagueiro Fábio Ferreira, desligado do elenco.
Como surpreendentemente o time titular se ajustou e chegou à decisão de campeonato, erros de contratações foram relegados.
BRASILEIRÃO
A quantidade de erros no planejamento do Campeonato Brasileiro foi assustadora.
Desfizeram do fraco zagueiro Kadu, mas contrariaram a maioria e trouxeram Rodrigo.
Fizeram contratos longos com jogadores questionáveis como o meia Léo Artur e atacante Claudinho, e agora a torcida tem que engoli-los.
O meia Xuxa é jogador sobejamente conhecido para avaliação e erraram ao trazê-lo, assim como não dimensionaram o atual estágio do meia Renato Cajá, que não conseguia jogar no Bahia. Sequer investigaram porque o atleta não era titular por lá.
Sabe-se lá qual empresário ‘vendeu’ a ideia de que o volante Mendoza e atacante Luis Ali se encaixariam bem na Ponte Preta, e acreditaram.
Incharam o elenco com os atacantes Negueba e Maranhão, e tiveram que repassar o primeiro e constatar que o segundo nada de prático acrescentou à equipe.
NADA DE DEMISSÃO
Será que isso não seria motivo mais de que suficiente para já terem demitido o gerente de futebol Gustavo Bueno?
Se ‘cabeças’ de treinadores e boleiros que não correspondem rolam, por que o gerente de futebol é intocável, considerando-se os incontáveis erros de avaliação?
Ele até tentou justificar que não toma decisão isoladamente, que um colegiado decide os assuntos.
Ora, se o colegiado não é do futebol e sabiamente outras indicações seriam contraproducentes ao elenco, caberia ao gerente de futebol pegar o boné e se mandar. Por que não fez isso?





































































































































