Novo presidente da Ponte Preta quer união, dar chance aos garotos e brigar na Série B

O dirigente aposta em retorno às origens aproveitando mais os jovens das categorias de base para buscar o acesso à Série A

O dirigente aposta em retorno às origens aproveitando mais os jovens das categorias de base para buscar o acesso à Série A

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Campinas, SP, 11 (AFI) – Aos 71 anos de idade, José Armando Abdalla Junior, presidente eleito da Ponte Preta, acumula experiência na Ponte Preta tanto no campo quanto fora dele. E é esta experiência que ele pretende capitalizar para que os quatro anos em que ficará à frente da Ponte Preta tragam bons frutos para a instituição.

Em entrevista exclusiva ao site oficial da Macaca, Abdalla fala um pouco sobre como vê a Ponte hoje, quais serão os desafios da gestão que se inicia em 1º de janeiro e enfatiza que o futebol será prioridade em 2018: “No Brasileiro da série B subir será consequência: nosso objetivo é o título.”

Abdalla presidiu o conselho entre 1997 e 2005
Abdalla presidiu o conselho entre 1997 e 2005

O senhor trabalhou muito pela Ponte Preta como presidente do Conselho e presidiu a mesa que comandou os trabalhos nas eleições deste ano, porém imaginava ser eleito como presidente?
Francamente, nunca tive esta pretensão, porém quando o presidente Vanderlei decidiu que não iria se candidatar à reeleição, meu nome surgiu entre os integrantes na chapa como uma posição de consenso.

Presidi o Conselho Deliberativo por dez anos, entrei nele na mesma época em que o Sérgio (Carnielli) foi eleito presidente, o Vanderlei (Pereira) atuando junto dele. Inicialmente, pensei que assumiria mais uma vez o Conselho, mas agradeço a confiança que recebi e acredito que tenho condições de fazer uma boa gestão, elevando ainda mais o nome da Ponte Preta e trabalhando por grandes conquistas.

Como o senhor se define enquanto gestor?
Sou uma pessoa de equipe, não gosto de tomar ações isoladas. A posição de presidente implica em uma série de ações de complexidade muito grande. Então se você não tem uma equipe forte, as coisas não andam como deveriam. Conheço muito bem a vida, a história e o cotidiano da Ponte, em especial os bastidores, com toda a experiência que tive junto aos conselheiros natos tanto eleitos quanto natos. Nos dez anos que estive à frente do Conselho escutei muita coisa de muitos conselheiros, e isso ajudará no trabalho que faremos e na identificação que temos com a instituição.

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Como o senhor vê a Ponte hoje?
Administrativamente a Ponte está redonda, muito bem alicerçada, e com destaque no trabalho forte na categoria de Base. Quanto ao futebol profissional, neste ano tivemos um incidente de percurso – que não deve apagar o que foi feito até agora – e ficamos numa posição incômoda, mas o que passou, passou, temos que pensar no futuro. Temos condições de fazer um bom Paulista e Copa do Brasil, e no Brasileiro conquistar o acesso.

Como o senhor visualiza o futebol em 2018?
O futebol é prioridade, não resta dúvida. Vamos fazer um bom campeonato Paulista e no Brasileiro da série B subir é consequência: nosso objetivo é título. Acredito que devemos fazer um time mesclado com a Base, incrementando um pouco mais e voltando às origens da Ponte, quando os times eram feitos em casa. Este plantel mesclado faz parte da história da Ponte Preta e temos que aproveitar o crescimento da nossa Base. Claro que isso tem que ser feito sem queimar etapas, com calma e planejamento, mas acredito que este é o caminho. O que passou, passou: houve erros e acertos, mas agora não adianta olhar pra trás, temos que pensar e criar nosso futuro.

E quanto a Diretoria Executiva, o senhor já definiu os nomes?
Temos 30 dias para definir e não há necessidade de se apressar o processo, mesmo porque até 31 de dezembro o presidente é o Vanderlei e todos estão mantidos. Creio que uma boa diretoria é feira com os homens certos em cada lugar e espero poder contar com muitos dos atuais diretores pelo trabalho excelente que vem promovendo. Como já disse, sou uma pessoa que trabalha em equipe e gosto de ouvir a todos, até porque acho que as decisões de maior consenso em geral são as que dão certo.

Salão Nobre da Ponte Preta esteve lotado para aclamar José Armando Abdalla

Salão Nobre da Ponte Preta esteve lotado para aclamar José Armando Abdalla

Como o senhor avalia neste momento inicial a sua eleição e a dos seus vices?
Estou assumindo a presidência após uma participação de dez anos no Conselho e acho que essa experiência, esse conhecimento, é muito importante. Não haveria como uma pessoa cair de paraquedas na presidência de um clube como a Ponte, é preciso ter história, ter embasamento.

O meu primeiro vice, o Tiãozinho, já ocupou este cargo antes e é uma pessoa com uma habilidade política e diplomática muito grande, pode ajudar e muito. E o Kazuo não só é atual vice-presidente como já tem anos de experiência como diretor, o que com certeza será bem aproveitado.

Uma pergunta final: o que é a Ponte Preta para o senhor?
Costumo dizer para os amigos que torcer para a Ponte Preta é um dogma de fé: não precisa ter nada palpável pra você acreditar nela, para adorar a Ponte. Sou daqueles que dizem que não gostam tanto assim de futebol, o que eu gosto mesmo é da Ponte Preta.