Paulistão: Recuperando de uma gravíssima lesão, goleiro do São Bento mostra garra
Uma lesão desta magnitudepara de Jeferson, no auge da sua condição e com boas perspectivas de futuro, é mais ainda mais difícil
Uma lesão desta magnitudepara de Jeferson, no auge da sua condição e com boas perspectivas de futuro, é mais ainda mais difícil
Sorocaba, SP, 12 (AFI) – Aos 26 anos e em uma das suas melhores fases técnica e física, o goleiro Jeferson, do São Bento, passou por um grande drama em 2017. Em julho, dia 11, um treino normal, e um lance que é comum, um simples tiro de meta, uma reposição de bola, e uma fatalidade: uma grave lesão no ligamento do joelho direito do guarda-metas baiano, o afastando por pelo menos sete meses do campo e por isso não irá disputar o Paulistão.
Uma lesão desta magnitudepara um goleiro, no auge da sua condição e com boas perspectivas de futuro, é mais ainda mais difícil. Jeferson rompeu o ligamento do tendão quadríceps, próximo ao joelho. Tal foi a gravidade, que o jogador se viu obrigado a operar logo na manhã seguinte do fato o local, orientado pelos médicos do São Bento.
Superação, fé e confiança. Desde então, essa foram as palavras que nortearam a vida do goleiro, no difícil caminho da recuperação. E neste mês de dezembro, mais de cinco meses depois do fato, o goleiro, que iniciou a carreira na base do Vitória-BA, com passagens por Capivariano, Água Santa, Primavera, Caldas Novas e Barretos, concedeu entrevistaexclusiva ao Futebol Interior, para falar do drama e com vem sendo sua luta diária para voltar aos gramados.
Jeferson disse que está na fase de transição da recuperação da lesão, dos trabalhos intensos de fisioterapia e volta aos trabalhos no gramado, ainda de forma lenta e gradual. O goleiro falou da persistência diária de horas e horas na fisioterapia, momentos de solidão, do apoio da família, dos companheiros, da importância da parte espiritual nesta fase difícil de sua vida. E que tem apalavrado com a diretoria do São Bento a sua sequência para 2018 no clube, logo depois que voltar a treinar normalmente, e que espera voltar a jogar pelo clube de Sorocaba.
CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA COM JEFERSON
Futebol Interior – Explica como foi essa grave lesão num lance normal de treino?
Jeferson – Foi o pior momento da minha carreira, desde quando eu comecei na base do Vitória, depois indo para o Coritiba, por clubes de São Paulo até chegar ao São Bento. Uma lesão boba, num tiro de meta, onde a gente não esperava. Foi num treino coletivo, titular contra reservas. Na hora do tiro de meta senti uma forte fisgada entre o joelho e a coxa e não sabia discernir se era num ou noutro lugar. Depois do estalo, o departamento médico veio me socorrer. Pelo barulho que fez me levaram de imediato para o hospital e a ressonância deu a lesão no ligamento no tendão do quadríceps, ligação com o joelho.
FI – Você percebeu então que era uma grave lesão na hora, quando ouviu o estalo na hora?
Jeferson – Eu conheço meu corpo. O barulho foi muito grande e na hora eu percebi que tinha sido uma lesão grave e as imagens confirmaram isso. E o clube me levou a um médico especialista em joelhos, dr. Júlio Cesar Galli, muito competente, de Sorocaba. Com os testes foi detectada a necessidade de fazer uma cirurgia de urgência, para que não perdesse a elasticidade do músculo e não se agravasse (a lesão), e no outro dia foi feito processo cirúrgico que hoje completa cinco meses.
FI – Qual foi sua reação? Como está essa fase de transição?
Jeferson – Com o estalo,já sabia que iria ter que ficar sete meses parado para a recuperação. Fiquei muito triste naquele momento. Mas a gente se apega muito a Deus para ter forças para recuperar e buscar a recuperação o mais rápido. E graças a Deus, o tempo passou e as cosias vem evoluindo muito, de uma forma muito boa e muito surpreendente, segundo os médicos e fisioterapeutas. Até pela gravidade da lesão. O momento agora é seguir essa recuperação e voltar com calma, adquirindo confiança, ritmo, trabalhando aos poucos diariamente para uma evolução gradativa, e voltar ao processo habitual, rotina de treinos normais.
FI – Foi ruim, até por você vir num ótimo momento e na “sombra” do Viana (Rodrigo Viana, goleiro titular) ?
Jeferson – Com certeza. Eu vinha num ótimo momento, e como se diz na “cola” do Viana, que vinha fazendo um ótimo campeonato na Serie D, C e Paulista. Mas tenho comigo que você tem que estar preparado e não ter a oportunidade, do que ter a oportunidade e não estar preparado. Mas Deus sabe o que faz e agora é se recuperar bem e iniciar 2018 focado para voltarmos 100% e conquistar nosso espaço novamente.
FI – A que você deve essa recuperação até rápida, tendo em vista o grau de gravidade da lesão?
Jeferson – Em primeiro à fé que tenho em Deus, porque essa recuperação (já são cinco meses desde a lesão), é um processo diário, com toda retaguarda médica, retaguarda da fisioterapia do São Bento, que desde o início me deu todo apoio. E ao meu comprometimento diário. Fazendo tratamento em dois períodos, de manhã e à tarde, fazendo uma evolução produtiva. Assim como aos nossos cuidados, dentro, mas principalmente fora do clube, descansando, se programando.
FI – Conta como é, pra quem está no dia a dia do clube, trabalhando forte, treinando, ter que assistir jogos de fora?
Jeferson – É muito ruim assistir aos jogos da arquibancada, vendo nossos companheiros, ou no sofá na tv. Mas a importância da família é fundamental nessa hora (durante a recuperação), pois são eles que nos apoiam, incentivam e tem uma porcentagem grande nesta recuperação. Sozinho neste momento é muito complicado. E temos de ter a força das pessoas que realmente gostam da gente para superar esses momentos.
FI – Você já conversou com a comissão técnica? Qual sua situação hoje até em relação ao clube?
Jeferson – Sim. Nesta semana eu conversei com o professor Paulo Roberto (treinador do São Bento), juntamente com o dr. Cássio Rusconi, médico do clube e ficou acordado que eu estou fora do Campeonato Paulista, por conta do calendário apertado que vai ser, e eu estou com cinco meses de recuperação e num campeonato que começa dia 17 de janeiro com jogos às quartas e finais de semana e não vou estar em tempo hábil de participar. Fico triste de não participar do campeonato que tem uma grande visibilidade, mas ganhamos mais tempo para ganhar mais ritmo, confiança, e perdendo todo receio e voltar a trabalhar com o grupo para o Campeonato Brasileiro. Estou num processo de transição da fisioterapia para o campo, fazendo alguns trabalhos específicos e espero voltar a treinar normalmente com bola o mais breve possível. Em relação ao clube, tenho um acordo verbal até o Campeonato Brasileiro da Serie B e sigo registrado na carteira de trabalho com o clube.
FI – Como você avalia o trio de goleiros do clube para o Paulistão: Viana, Cleber Alves e Henal?
Jeferson – São três grandes goleiros que eu conheço bem. Joguei e treinei junto com o Viana; já conheço o Henal de jogar contra, assim como o Cleber. Com certeza vai ser uma disputa muito boa pela posição e o grupo e o São Bento só tem a ganhar.
FI – Qual o recado que você deixa para o torcedor e aqueles que te apoiaram neste momento?
Jeferson – Só tenho a agradecer a aqueles que me apoiaram e me acompanham diariamente desde a lesão. Fico feliz pela mensagem de carinho e podem ter certeza que votarei mais forte que eu estava.





































































































































