PC, Celso e Márcio Luiz, revelações da Ponte nos juniores, sucumbiram no profissional
PC, Celso e Márcio Luiz, revelações da Ponte nos juniores, sucumbiram no profissional
PC, Celso e Márcio Luiz, revelações da Ponte nos juniores, sucumbiram no profissional

Décadas passadas, quando a Copa São Paulo era competição de extrema significância, a Ponte Preta se sobressaiu nas temporadas de 1981-82 com a conquista do bicampeonato, comandada pelo então treinador Milton dos Santos.
Desde aquela época, jogadores tidos como revelações nem sempre mantiveram rendimento estável na equipe principal.
Daquele time base da Ponte que ganhou do Santos por 2 a 1, na finalíssima de 82, com arbitragem do saudoso Dulcídio Vanderlei Boschilia, o franzino meia Paulo César, apelidado à época de PC, era lançador e o dinamizava na organização de jogadas.
Todavia, quando se previa que herdaria a camisa dez do mestre Dicá – na iminência do encerramento de carreira -, não vingou na Ponte Preta.
Houve até tentativa de acomodá-lo como quarto homem de meio de campo, como falso ponteiro-esquerdo, mas igualmente sucumbiu.
CELSO
Celso foi um ponta-de-lança de sucesso nos juniores da Ponte naquele biênio, inclusive autor do gol que garantiu o título de 1981, na vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo, com arbitragem do já falecido Roberto Nunes Morgado. Na ocasião, a Copinha era disputada por 16 clubes e durante o mês de dezembro.
Celso era habilidoso, tinha familiaridade para enfrentar goleiros, e raramente passava uma partida sem marcar gol.
Logo, as apostas eram quase unânimes que trilharia carreira promissora ao se profissionalizar, mas igualmente sucumbiu.
MÁRCIO LUIZ
A natural renovação da garotada de juniores em 1983 propiciou o surgimento do goleiro João Brigatti, volante Régis e meia Márcio Luiz (foto). Previa-se, então, continuidade do abastecimento de revelações ao time de profissionais da Ponte Preta.
Na prática, dos três promovidos, Márcio Luiz, tido como a principal revelação, jamais repetiu na equipe principal o futebol rápido e hábil que arrancava elogios do saudoso jornalista Brasil de Oliveira: ‘Pitchula [apelido de Márcio Luiz] é rápido como lambari e leve como pena’.
Embora franzino, Márcio Luiz era ousado ao partir com bola dominada sobre adversários de compleição física avantajada, e se desvencilhava com incrível facilidade.
Faltava-lhe, à época, ousadia para arriscar finalizações quando a jogada ‘clareava’. Tinha o hábito de procurar companheiro para concluir as jogadas.
As incontáveis chances no chamado ‘time de cima’ não serviram para que repetisse o rendimento dos juniores. Carismático, ainda ganhou oportunidade de jogar no Fluminense e seguir ao futebol japonês.





































































































































