Regularidade é a marca da Portuguesa Santista no acesso no Paulista A3
Equipe litorânea perdeu apenas uma vez: na 14ª rodada, Briosa visitou o Olímpia e foi derrotada por 1 a 0
Equipe litorânea perdeu apenas uma vez: na 14ª rodada, Briosa visitou o Olímpia e foi derrotada por 1 a 0
Santos, SP, 25 (AFI) – Todo time que alcança um grande objetivo fica marcado por alguma característica. No caso da Portuguesa Santista, que conquistou o acesso no Campeonato Paulista da Série A3, a regularidade foi a chave para chegar à final. Prova disso é que a Briosa foi derrotada apenas uma vez em 23 partidas.
Na 14ª rodada, quando a classificação às quartas de final estava praticamente selada, a equipe litorânea foi à cidade de Monte Azul Paulista. Em 4 de março, um domingo, o time da Baixada perdeu de 1 a 0 para o Monte Azul, no estádio Otacília Patrício Arroyo. O gol mandante foi anotado pelo zagueiro Lucas Cezane logo aos sete minutos do primeiro tempo.

O COMANDANTE DO ACESSO
O técnico luso na campanha foi Sérgio Guedes, ex-goleiro da Seleção Brasileira e clubes como Ponte Preta e Santos. Como treinador, ficou marcado pelo vice no Campeonato Paulista de 2008, quando dirigia a Macaca Campineira. Nos últimos tempos, estava à frente do Rio Claro. Em 2016, levou o Galo Azul à semifinal da Copa Paulista, etapa em que caiu para o XV de Piracicaba, futuro campeão. Em 2017, o acesso ao Paulistão bateu na trave: queda nas semifinais para o São Caetano, que levaria o título do Paulista A2. Em contato com o Portal Futebol Interior, falou sobre a ida para o clube e a equipe montada.
“A gente tinha noção do risco que era ir para uma Série A3. Mas tinha que confiar no taco. Tenho um vínculo de gratidão, fui goleiro aqui, comecei carreira de técnico aqui, ela me deu oportunidade. Tudo conspirou para dar tudo certo, começamos a ver estrutura e condições. Achamos que a equipe podia brigar, aceitei, a montagem do elenco foi prazerosa, fizemos um time a dedo que foi qualificado ao longo da competição”.
A CAMPANHA
Em 23 rodadas, 14 vitórias, 8 empates e apenas 1 derrota – entre esses jogos, foram quatro partidas pelo mata-mata. Nas quartas de final, ficou no 2 a 2 com o São Carlos, fora de casa, no estádio Luisão, e venceu, em casa, no Ulrico Mursa, por 2 a 1. O acesso veio com mais duas igualdades, dessa vez, com o Barretos: 2 a 2, no Fortaleza, e 1 a 1, em Santos. Sérgio Guedes afirma que os três empates na reta final não refletiram o que foram as partidas.
“Estivemos muito perto de vencer todos os jogos. Contra o Barretos, por tudo que envolveu, a expulsão do Gustavo Henrique, o empate teve um sabor de vitória. Mas nos demais jogos, fomos altamente superiores, especialmente diante do Barretos, na volta. O contexto mostrou que a Portuguesa deveria e poderia ter ganho, trabalhamos para isso”.

DESTAQUES
Apesar de o meia-atacante Carlos Alberto ser o artilheiro luso com seis gols em 19 partidas, média de cerca de 0,32 tentos por jogo, a dupla de laterais – formada por Rafael Ferro, de 34 anos, capitão e dono do lado direito, e Rômulo, de 23, que ocupa o lado esquerdo – foi quem mais teve regularidade no torneio. Prova disso é que os dois, juntos, fizeram seis gols.
Rafael, inclusive, é, com quatro tentos, o vice-artilheiro da Portuguesa Santista no torneio. Rodado pelo interior de São Paulo, já que jogou em clubes como Juventus, Grêmio Barueri e Inter de Limeira, vinha de um décimo lugar com o Taubaté no Paulista A2 de 2017. Também no ano passado, não conquistou o acesso na Série D do Brasileiro com a URT por detalhes: o Globo-RN venceu os mineiros nos pênaltis.
Rômulo balançou as redes adversárias duas vezes. Entretanto, ao contrário do parceiro, ainda procurava se firmar em uma equipe, apesar de ter sido titular no acesso do EC São Bernardo no Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2017. Sérgio Guedes também explicou como chegou ao nome dos dois.
“Montamos um time técnico, o que é diferente para a divisão, mais parecido com A1 e A2, tivemos muito volume de jogo e agressividade pelos lado. Já conhecíamos o Ferro, ele é daqui da cidade, então, não foi tão difícil convencê-lo do projeto. O Rômulo quem me indicou foi um amigo que tinha sido auxiliar no São Caetano, disse que ele estava buscando um espaço”.

A FINAL
Na 11ª rodada, Atibaia e Portuguesa Santista se enfrentaram em Indaiatuba. O 2 a 2 reflete bem a ofensividade de ambos os times. Agora, a dupla se enfrenta já garantida na A2, mas buscando fechar a campanha com o título em partida que acontece no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista. Guedes falou do rival e projetou a decisão.
“Acho que os dois melhores chegaram, os que tiveram maior performance. Também acho que o principal momento, o grande objetivo, é o acesso. A final é uma coroação. Acho que vai ser um jogo franco, equilibrado. Gostaríamos de fazer a final em casa, mas não foi possível. Temos que ficar atento à carga emocional diante de um adversário qualificado.”
A finalíssima do Campeonato Paulista da Série A3 vai acontecer neste sábado, 28 de abril, às 11h, em Bragança Paulista, no estádio Nabi Abi Chedid.





































































































































