‘Vamos reverter esse caos’, diz promotor sobre brigas entre bugrinos e pontepretanos
Castilho cobrou ajuda dos clubes para identificar resposáveis por atos violentos e falou sobre ações para coibir torcedores
Castilho cobrou ajuda dos clubes para identificar resposáveis por atos violentos e falou sobre ações para coibir torcedores
Campinas, SP, 26 (AFI) = Depois de uma série de conflitos entre torcedores de Guarani e Ponte Preta, há poucos dias do Dérbi, as forças policiais Campinas estão em estado de alerta para jogo, marcado para o dia 5 de maio, no Brinco de Ouro. Em entrevista à Rádio Bandeirantes Campinas, o promotor do Ministério Público Estadual, Paulo Castilho, classificou a situação como caótico e projetou as possíveis medidas para coibir novos episódios de violência.
“Acreditamos que Campinas irá dar uma reposta à altura. É inadmissível o que está acontecendo. Estão transformado um jogo de futebol em uma guerra religiosa entre Irã e Síria ou uma guerra política entre Estados Unidos e Coréia do Norte… Nós acreditamos que vamos conseguir reverter essa situação de caos que chegou”, afirmou Castilho.
COMO IDENTIFICAR CRIMINOSOS
Questionado sobre as medidas necessárias para evitar outros conflitos, o promotor falou sobre a importância da ajuda dos clubes na hora de identificar os criminosos.
“Acredito que com um trabalho muito forte a gente faça a gente consegue essa onda de violência. Medidas de prisões, afastamento, fechamento de sedes. O clube também tem que colaborar para coibir as torcidas organizadas. Clube sabe identificar quem são os torcedores que têm um comportamento criminoso”, avaliou.
E AGORA?
A expectativa de Castilho é que, a partir de agora, os dérbis campineiros sejam tratados da mesma maneira que os clássicos paulistanos. Ele defende que a medida de torcida única vem dando resultado e reforça a necessidade de afastar encrenqueiros do estádio.
“O Estatuto do Torcedor prevê isso, e é perfeitamente possível que esses marginais sejam, por que devem ser afastados do estádio de futebol. Esse é o caminho, o mesmo que fizemos em são Paulo. Conseguimos processar e prender centenas de torcedores. 1600 maus torcedores da capital passaram pelo juizado de torcedores”, argumentou.
Na capital, torcedores que foram identificados em confusões precisam se apresentar no Corpo de Bombeiros no horário das partidas.
EXEMPLO EM SP
Segundo Castilho, sete torcedores organizados de Corinthians e Palmeiras receberam ordem de prisão por não respeitarem a determinação.
“Se nós afastarmos os líderes e fecharmos as sedes, eles vão entender, ou ele caminha do lado do poder público ou vai acabar com o poder financeiro da torcida. A gente tem que tomar um conjunto de medidas para coibir e reprimiras torcidas organizadas. Sou a favor do fechamento dessas sedes, onde eles guardam barras de ferros e outros materiais, praticam comércio sem nenhum alvará, nenhuma permissão do poder público”, concluiu.
CONFRONTOS
Quatro torcedores da Ponte Preta e cinco do Guarani foram detidos na manhã da última quarta-feira na Avenida José de Souza Campos pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Campinas. De acordo com o Boletim de Ocorrência os bugrinos foram até a sede da Torcida Jovem e atiraram pedras e paus, gerando retaliação dos pontepretanos.
Mais tarde, uma nova confusão aconteceu em frente ao 10º Distrito Policial de Campinas, durante o registro da primeira ocorrência, e mais dez foram detidos.
VÂNDALOS SÃO LIBERADOS
Na quarta-feira 20 torcedores foram presos após dois incidentes graves ocorridos nas imediações do estádio. Pela manhã, perto das 11 horas, quatro bugrinos foram até a sede da Torcida Jovem, na frente do majestoso, e atiraram pedras e paus. Houve o revide de cinco pontepretanos, com perseguição e confronto.
Os dois grupos rivais foram presos pela Guarda Municipal e encaminhados para a 10.º Distrito Policial. La houve, perto das 17 horas, uma tentativa de invasão inclusive com um carro, de marca Gol, sendo usado para quebrar a entrada do Distrito. mais 11 torcedores foram presos. Todos, porém, foram liberados após prestaram depoimentos.
Segundo Castilho, eles poderiam ter siso presos em flagrante e acusados por formação de quadrilha e dano ao patrimônio público. Mas isso não ocorreu e prevaleceu a impunidade.





































































































































