Série B: Medina e Gigena lembram quando entraram para história do dérbi campineiro

O Portal Futebol Interior falou com os dois personagens dos confrontos entre Guarani e Ponte Preta

O Portal Futebol Interior falou com os dois personagens dos confrontos entre Guarani e Ponte Preta

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Campinas, SP, 03 (AFI) – Ao longo dos seus 106 anos de história, o dérbi campineiro viu jogadores consagrados como Careca, Zenon e Dicá, entre outros, se destacarem. Mas o clássico também teve seus heróis improváveis. Em 2012, Medina saiu do banco de reservas para garantir a virada do Guarani sobre a Ponte e consequentemente à final do Paulistão. Nove anos antes, o argentino Gigena caiu nas graças da torcida alvinegra ao marcar três gols em pleno Brinco de Ouro da Princesa.

O Portal Futebol Interior conversou com os dois personagens. Hoje no Náutico, Medina relatou que ficou nervoso quando foi chamado para substituir o ídolo Fumagalli ainda no primeiro tempo. Já Gigena não escondeu o carinho que sente pela Ponte Preta e lembrou que foi avisado da importância do dérbi assim que pisou no Brasil.

Medina saiu do banco de reservas e marcou dois gols na vitória bugrina sobre a Ponte Preta no

Medina saiu do banco de reservas e marcou dois gols na vitória bugrina sobre a Ponte Preta no “Dérbi do Século”

DO BANCO PARA A HISTÓRIA
O chamado “Dérbi do Século” reuniu Guarani e Ponte Preta na semifinal do Campeonato Paulista de 2012. Diante de um Brinco de Ouro lotado, o time alvinegro saiu na frente com gol de Caio aos 39 minutos do primeiro tempo. Principal jogador bugrino, Fumagalli havia dado lugar para Medina um pouco antes devido a uma contusão. O torcedor, que antes lamentou a saída do ídolo, mais tarde iria comemorar.

No começo do segundo tempo, Fábio Bahia deixou tudo igual para o Guarani. Depois disso, brilhou a estrela de Medina. O jogador que saiu do banco de reservas marcou aos 23 e aos 41, garantindo o time alviverde na grande final do Paulistão, onde perderia para o Santos de Neymar.

“Aquela semifinal foi inesquecível. O protagonista era o Fumagalli e não eu. Pude entrar e marcar meu nome na história do dérbi. Hoje, todo mundo me conhece na cidade. Eu, inclusive, casei com uma campineira. Fiquei um pouco nervoso na hora em que o Vadão (treinador) me chamou para entrar no lugar do Fumagalli, porque não vinha jogando, não estava entrando. Mas foi uma coisa espetacular”, lembrou Medina, que tem 28 anos e atualmente defende o Náutico.

O atacante argentino Darío Gigena marcou três gols em um único dérbi e se transformou em ídolo dos pontepretanos

O atacante argentino Darío Gigena marcou três gols em um único dérbi e se transformou em ídolo dos pontepretanos

GRINGO DA MACACA
Do lado da Ponte Preta é impossível falar em dérbi e não lembrar de Darío Gigena. Contratado junto ao Colón-ARG e até então desconhecido da torcida, o atacante argentino caiu nas graças dos torcedores alvinegros ao marcar três gols no clássico válido pelo Campeonato Brasileiro de 2003, em pleno Brinco de Ouro da Princesa.

Na época, a Ponte Preta passava por graves problemas financeiros, com salários atrasados e correndo risco de rebaixamento. Por tudo isso, o Guarani era considerado favorito. Após o primeiro tempo terminar empatado sem gols, a estrela de Gigena brilhou na etapa final, quando marcou três vezes, sendo duas de pênalti. Nas comemorações, o atacante colocou uma máscara de macaco e fez a festa junto aos torcedores.

Não é a toa que ganhou uma bandeira e ainda tem uma forte ligação com o clube, tanto que acompanhou os jogos contra Vélez Sarsfield-ARG e Lanús-ARG, na Argentina, na campanha do vice na Sul-Americana de 2013. Hoje com 40 anos e já aposentado, Gigena uma vez ou outra é visto nas arquibancadas do Moisés Lucarelli acompanhando o jogo da Ponte no meio da torcida.

“O dérbi significou muito em minha vida, em minha carreira. Nunca vou esquecer quando cheguei em Campinas e o Kiko (dirigente pontepretano na época) mostrou o calendário para mim e disse: Darío é esse jogo. Contra o Guarani tem que fazer gols e ganhar. Isso mostrou a dimensão do jogo. Foi o melhor jogo que fiz e fiquei muito feliz, em olhar para a torcida e ver muita gente emocionada e feliz. Por isso eu gosto tanto da Ponte Preta”, comentou Gigena.

Neste sábado, Guarani e Ponte Preta fazem o 191º dérbi da história a partir das 19 horas, no Brinco de Ouro da Princesa, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.