Série B: Após ser leiloado, Brinco de Ouro vira grande arma do Guarani
Nesta temporada, o Bugre tem oito vitórias, um empate e uma derrota como mandante. E sempre com casa cheia.
Nesta temporada, o Bugre tem oito vitórias, um empate e uma derrota como mandante
Campinas, SP, 04 (AFI) – “Brinco de Ouro, a nossa taba, construída com devoção”. Essa frase do hino mostra a importância do Brinco de Ouro da Princesa para o Guarani. Estádio que chegou a ir para leilão em 2015 por conta das dívidas – giravam em torno de R$ 250 milhões – do clube.
Agora, o local vira a arma bugrina para conquistar um grande resultado diante da rival Ponte Preta, no tradicional dérbi campineiro, marcado para as 19 horas deste sábado, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.
NÚMEROS HISTÓRICOS
Fundado em 1953, o Brinco de Ouro da Princesa já recebeu 52.002 pessoas em abril de 1982, quando o Guarani foi derrotado pelo Flamengo, por 3 a 2, pela semifinal do Campeonato Brasileiro.
Em dérbi já recebeu 34.222 torcedores no dia 30 de janeiro de 1980 para uma vitória da Ponte Preta, por 1 a 0. Mas, curiosamente, o maior público do dérbi foi registrado na única vez em que foi disputado fora da cidade. Ocorreu no dia 3 de junho de 1979 no Pacaembu diante de 38.948 pessoas e com vitória do Guarani por 2 a 0.
LIMITE DIMINUÍDO
Agora, por conta de algumas reformas que precisaram ser realizadas, principalmente no tobogã, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) libera o estádio para receber no máximo 18.170 torcedores. E esse deve ser o público do dérbi de sábado. Mais de 16 mil ingressos foram comprados de forma antecipada até sexta-feira cedo.
Devido as dívidas do clube, o Brinco de Ouro foi para leilão e, em 2015, acabou sendo arrematado pela Maxion Empreendimentos por R$ 105 milhões. No entanto, a Justiça acabou cancelando a ação porque a lei determina que o valor pago não pode ser menor que o da avaliação de peritos. Antes, a Justiça Federal avaliou em R$ 410 milhões a área ocupada pelo estádio.
ACORDO REDENTOR
Foi aí que apareceu a Magnum. Patrocinadora do clube em 1994, a empresa comandada por Roberto Graziano comprou o Brinco de Ouro da Princesa, onde pretende construir edifícios comerciais, além de um hotel.
No acordo, Graziano ainda assumiu todas as dívidas trabalhistas do clube, prometeu investir R$ 350 mil por mês no futebol durante dez anos, ajudar na construção de uma arena com capacidade para 20 mil pessoas, além de um centro de treinamento e uma sede social. Enquanto todos estes compromissos não forem cumpridos, o estádio fica de posse do clube.
ARMA BUGRINA
O acordo foi muito importante para que o Guarani conseguisse se reerguer dentro do cenário nacional, tanto que em 2016 conquistou o acesso para a Série B do Brasileiro e neste ano retornou à elite do Paulistão ao se sagrar campeão da Série A2. E o Brinco de Ouro da Princesa vem sendo uma das principais armas do clube.
SUPREMACIA EM CASA
Em 2018, o Guarani fez dez partidas como mandante e acumulou oito vitórias, além de um empate e apenas uma derrota. Nas semifinais e finais do Paulista A2 foram registrados públicos superiores a 16 mil torcedores.
Neste sábado, o Brinco de Ouro da Princesa vai receber o seu 63º dérbi e os números são bem equilibrados. O time alviverde tem 16 contra 15 vitórias do alvinegro, além de 29 empates.
O último dérbi, inclusive, foi realizado no Brinco de Ouro. Em fevereiro de 2013, pelo Campeonato Paulista, a Ponte Preta levou a melhor sobre o Guarani e venceu por 3 a 1. Agora, os bugrinos buscam a reabilitação, enquanto os pontepretanos tentam igualar ao número de vitórias atuando no estádio do seu maior rival. O desafio está lançado. Quem vai vencer?





































































































































