Empate se encaixa bem à pobreza de Guarani e Goiás
Time bugrino desperdiçou grande oportunidade diante de adversário desarticulado
Empate se encaixa bem à pobreza de Guarani e Goiás
O futebol tem as suas razões que a própria razão desconhece.
Se o Guarani tivesse conquistado vitória sobre o Goiás, na noite desta sexta-feira em Goiânia, o péssimo futebol de sua equipe seria mascarado. Propagariam valorização dos três pontos, e projetariam oportunidade de a equipe engatar plena recuperação nas rodadas subsequentes.
Como sofreu empate por 1 a 1 no apagar das luzes, aos 47 minutos do segundo tempo, as coisas passam a ser colocadas nos seus devidos lugares.
Obrigatoriamente vão refletir sobre ‘peças’ que destoam na equipe, além da falta de padronização.

ABAIXO DA CRÍTICA
Foi um jogo abaixo da crítica. Se o Guarani estivesse minimamente organizado teria chance de aproveitar o desconectado time do Goiás para sair do Estádio Serra Dourada com vitória.
Todavia, o que citar de um time com 100% de aproveitamento ofensivo, como foi o Guarani?
Criou apenas uma chance, convertida através do atacante Anselmo Ramon, que começou a construção da jogada. Posteriormente ele recebeu devolução de Bruno Nazário e bateu de canhota fora do alcance do goleiro Marcelo Rangel, aos 35 minutos do segundo tempo.
RENATO CAJÁ
Já no Goiás, o treinador Nei Franco terá muito trabalho na tentativa de dar ‘cara’ ao time, totalmente disperso em campo.
Sem apoio consistente dos laterais, meia Renato Cajá andando em campo e o meia-atacante Thiago Luiz destoando, não se poderia esperar que apenas uma andorinha – caso do atacante de beirada Carlos Eduardo – fizesse verão.
Mesmo com aquela tremenda ruindade, o Goiás criou duas chances reais ao longo da partida. Uma aos 20 minutos do segundo, quando a defensiva bugrina ‘bateu cabeça’ e, no cruzamento da direita, Felipe Garcia se candidatou à vaga no time Inacreditável Futebol Clube, da TV Globo, ao chutar a bola sobre o travessão, quase embaixo do gol.
EDSON SILVA
Aí, quando injustamente o Guarani sairia vencedor, o zagueiro Edson Silva fez o ‘favor’ de falhar grotescamente.
Em bola alçada à área bugrina da intermediária, vacilou o zagueiro. Disso se aproveitou o volante Madson para testar e chegar ao empate.
Quando se previa um Guarani com proposta vibrante, impondo velocidade desde o início da partida, eis que optou pelo toque de bola, e imaginou chegar ao gol em hesitação do adversário.
Estratégia errada. O Guarani deveria estar preparado para explorar o desarticulado Goiás, se impor no jogo, e convencer com vitória.
No entanto, difícil tem sido a convivência do torcedor bugrino com o destoante lateral-esquerdo Marcílio, que marcou mal e nada acrescentou no ataque.
NAZÁRIO
Nazário apareceu apenas no lance do gol. Insistiu demasiadamente nos dribles e perdeu a maioria das jogadas. O meia Rondinelly tem oscilado demais. Nem de longe o centroavante Bruno Mendes repete as atuações do Paulista da A2. Já não se observa a desenvoltura do volante Ricardinho e nem na marcação Baraka – outro volante – tem convencido.
Pra piorar, quando se esperava que a entrada de Erik fosse traduzida em ganho na puxada de contra-ataque, a atuação dele foi pífia.
Com esse histórico, seria um tremendo lucro se o Guarani saísse vitorioso, apesar da irregularidade do adversário.
Assim, o empate refletiu com justiça sobre o pobre futebol mostrado por ambas equipes.





































































































































