Ponte Preta acaba com 'torcida única' e vai ser usada como exemplo para o país
Diretoria da Ponte, MP e FPF assinam acordo que encerra a punição e e Macaca desenvolverá programa de controle pioneiro no País
Diretoria da Ponte, MP e FPF assinam acordo que encerra a punição e e Macaca desenvolverá programa de controle pioneiro no País
Campinas, SP, 6 (AFI) – Depois de um longo tempo de uma contestada punição, a torcida da Ponte Preta vai voltar a torcer em jogos fora, bem como poderá receber torcedores visitantes em casa mais uma vez. A diretoria do clube, o Ministério Público de São Paulo e a Federação Paulista de Futebol assinaram, nesta tarde, um termo que suspende a punição de torcida única.
A medida tinha sido imposta a pedido do MP por todo o ano de 2018 para todas as categorias e competições. Mas continuará valendo nos jogos contra Santos, São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Guarani. Contra estes cinco adversários, só haverá torcida local.
Esta punição gerou um grande prejuízo financeiro à Macaca, embora os valores não tenham sido revelados. Além do prejuízo técnico, por atuar seis jogos com portões fechados e sem o apoio de sua torcida.
Estiveram presentes na reunião o presidente pontepretano José Armando Abdalla Júnior e os diretores alvinegros Giuliano Guerreiro (Jurídico), Gustavo Valio (Financeiro) e Eric Silveira (Marketing); o procurado-geral do estado de São Paulo, Gianpaolo Smanio, o promotor público Paulo Castilho e o presidente e o vice da FPF, Reinaldo Bastos e Mauro Silva.
PROMESSA DE PROVIDÊNCIAS
“Nos reunimos diversas vezes com o Ministério público, sempre mostrando que a instituição toma e tomará todas as medidas necessárias para coibir a violência, e que o bom torcedor e as finanças do clube não deveriam continuar sendo punidos pelas ações de um grupo. Felizmente, sempre fomos muito bem recebidos e ao longo deste tempo negociamos uma solução em prol do torcedor. Ainda temos um jogo de portões fechados no Majestoso, mas o pontepretano já pode torcer pela Macaca nos jogos fora e, depois do próximo jogo no estádio, os torcedores visitantes também serão muito bem-vindos”, diz o presidente alvinegro José Armando Abdalla.
OBRAS NECESSÁRIAS
As torcidas organizadas, porém, deverão aguardar um prazo de 30 dias – prorrogáveis por mais 30 em caso de necessidade – para voltar ao Majestoso. Isso porque neste prazo serão realizas obras solicitadas pelo MP que darão início a um programa pioneiro que se iniciará na Ponte e deverá ser estendido a todo o Estado de São Paulo.
“Neste período será feita uma nova setorização no estádio e será criada, seguindo aos critérios do MP, uma área exclusiva com capacidade de três mil lugares para a torcida organizada. Há possibilidade, inclusive, de a Polícia Militar liberar faixas e instrumentos naquele setor”, conta Giuliano Guerreiro, diretor jurídico da Ponte Preta.
PROGRAMA PILOTO
Além do setor em si, a Ponte dará início ao programa piloto para os times do estado de São Paulo. Para o acesso à área as organizadas farão parte de uma categoria do TC10+ exclusiva para elas e deverão se cadastrar para ter carteirinhas de acesso. Neste setor exclusivo, também haverá câmeras de reconhecimento facial, garantindo que os torcedores presentes são os cadastrados.
“Desta forma, tanto o integrante de organizada quanto o clube e o Ministério Público terão seus direitos assegurados e todos poderão voltar a conviver de maneira pacífica”, acredita Guerreiro.





































































































































