Guarani joga mal, mas erro de arbitragem tirou-lhe dois pontos

Time bugrino fica no empate sem gols com o São Bento

Guarani joga mal, mas erro de arbitragem tirou-lhe dois pontos

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Que o Guarani jogou uma bolinha no empate sem gols diante do São Bento, não há o que questionar. Apesar disso, a televisão não mostrou com nitidez que a bola havia transposto a linha de fundo em cobrança de escanteio de Pará, com cabeçada na bola do zagueiro Edson Silva, que teve endereço do gol aos 24 minutos.

Logo, gol legal que daria vitória bugrina na noite desta quinta-feira, no Estádio Brinco de Ouro, mas o lance foi invalidado pelo árbitro baiano Jaílson Macedo Freitas. Além disso, ele foi complacente ao não punir o meia Celsinho, do São Bento, com o segundo cartão amarelo, que implicaria no vermelho.

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Torcida bugrina saiu chiando com o tropeço, mas precisa considerar que a boleirada fez aquilo que é possível: transpirou, principalmente no segundo tempo.

Não se pode cobrar mais de que um time pode oferecer, notadamente bastante desfalcado, como foi o caso do Guarani.

Isso evidencia que a cartolada bugrina tem que se mexer rapidamente e reforçar a equipe, considerando que, mesmo completa, mostra claras limitações.

SÃO BENTO

Equivocadamente esse time do São Bento foi demasiadamente valorizado pela campanha invicta neste Campeonato Brasileiro da Série B. Todavia, apenas deve ser reconhecido como aplicado na marcação. Não mostrou imaginação ofensiva.

O rápido Everaldo teve atuação apagadíssima. Já o centroavante Ronaldo parecia um ‘poste’ pela imobilidade, e perder quase todas as jogadas.

E mais: o São Bento ficou ‘sem pernas’ no último quarto de jogo, e conta com um lateral-esquerdo fraquíssimo, caso de Paulinho,

GUARANI BUROCRÁTICO

É compreensível as dificuldades financeiras do Guarani para contratar jogadores mais qualificados. Logo, o jeito é recorrer às parcerias para que seja reforçado. Do contrário, vai continuar burocrático e previsível, como nesta quinta-feira.

No primeiro tempo, a definição de Erik e Longuine mais pelas beiradas e Bruno Mendes quase isolado na área, evidenciava que os atacantes ficariam encaixotados pela forte marcação adversária e pelo fato de a bola não ser trabalhada para chegar ao ataque. Assim, a insistência de cruzamentos aéreos facilitou os rebatedores Luizão e Douglas Assis, dois grandalhões do time de Sorocaba que se sobressaíram no cabeceio.

Como naquele período o São Bento saiu pro jogo e até marcou saída de bola do Guarani, o recomendável seria o treinador Umberto Louzer enfiar um jogador rápido e hábil como Erik – mesmo em má fase – entre os zagueirões ‘cintura dura’, para investir em jogada pelo chão.

Seria, pelo menos, uma tentativa.

MELHOR NO 2º TEMPO

Impossível seria o Guarani manter a morosidade do primeiro tempo, quando passou susto de sofrer gols duas vezes.

Primeiro no vacilo do zagueiro Phillipe Maia, que perdeu a bola para Everaldo, e o permitiu que ficasse cara a cara com o gol. No chute, a bola foi em direção em que estava o goleiro Bruno Brígido, do Guarani.

Depois quando Dudu Vieira, lançado nas costas da dupla de zaga bugrina, ficou de frente para o gol, mas se precipitou no giro e chutou a bola para fora.

Assim, no segundo tempo o Guarani teve mais atitude. Seus jogadores foram mais participativos, tiveram mais presença ofensiva, sem que isso resultasse em várias chances de gols.

A rigor, além do gol anulado de Edson Silva, chance real apenas no pé de Bruno Mendes aos 22 minutos, mas o chute foi pra fora.

Por fim, o Guarani se livrou da síndrome de ser surpreendido nos acréscimos. Aos 47 minutos, permitiu contra-ataque do São Bento, deixando o lateral Paulinho na cara do gol, mas o chute saiu fraco, facilitando a defesa de Bruno Brígido.