Vitória do Criciúma entra para a história de SC. Entenda!
A jornalista Michelle Veiga se tornou a primeira mulher a narrar um jogo oficial no estado
O dia 20 de julho de 2018 vai ficar para sempre na memória da jornalista Michelle Veiga
Criciúma, SC, 20 (AFI) – O dia 20 de julho de 2018 vai ficar para sempre na memória da jornalista Michelle Veiga. Pois foi quando ela se tornou a primeira mulher a narrar um jogo de futebol profissional no estado de Santa Catarina. E mostrou ser pé quente. Com gol de Alex Maranhão nos minutos finais, o Criciúma venceu o Londrina, por 2 a 1, no Estádio Heriberto Hülse, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.
Michelle Veiga é repórter da Rádio Difusora AM 910, onde está desde 2013, e foi pega de surpresa quando recebeu o convite para substituir o narrador Joel Bernardo, que não pôde trabalhar na partida por conta de um problema de saúde. A jornalista deu conta do recado e teve um “feed-back” positivo.
“A oportunidade apareceu. A decisão foi dada às 10h e o jogo já era às 19h. Embora eu esteja trabalhando com o futebol há 18 anos, nunca me imaginei narrando. Foi uma emoção ímpar e uma oportunidade que poucas tem. A princípio fui bem aceita. Recebi muitas mensagens de carinho e de incentivo para continuar. Agora, posso dizer que já fiz de tudo cobrindo esporte: campo, plantão, produção, assessoria de imprensa e narradora”, disse Michelle ao Portal Futebol Interior.
A oportunidade surge justamente quando a mulher está ganhando cada vez mais espaço – ainda que não seja o bastante – na imprensa esportiva. Nomes como Fernanda Gentil (Globo), Barbara Coelho (Sportv), Domitila Becker (Sportv), Joana de Assis (Sportv), Renata Fan (Band), Bibiana Bolson (ESPN), Gabriela Moreira (ESPN), Juliana Veiga (ESPN), Marcela Rafael (ESPN) e Natalie Gedra (ESPN), entre outras, são destaques nos principais canais de esporte.
“As mulheres podem sim ter oportunidades como essas. Temos que achar o diferencial, não ser iguais a eles (homens). O potencial da voz feminina pode ser muito mais explorado com muita criatividade”, afirmou Michelle Veiga, que está na profissão há 18 anos.
LADO NEGATIVO
As mulheres, porém, ainda sofrem preconceito e assédio durante as coberturas esportivas. Tanto que a jornalista Bruna Dealtry, do canal Esporte Interativo, deu origem a campanha “Deixa Ela Trabalhar” em março, justamente para tratar esse assunto.
“Isso acontece todos os dias, mas a gente não fala por vergonha ou por medo de exposição. Eu queria encorajar outras mulheres: primeiro, aqui na minha redação. Fizemos um grupo, depois foram entrando meninas de outras redações e, em uma semana, eram aproximadamente 50 jornalistas. Tem assédio e machismo de diferentes formas, sem falar na resistência que a gente encontra para entrar nesse meio”, comentou Bruna Dealtry em entrevista ao site Purepeople.
OUÇA A NARRAÇÃO DE MICHELLE VEIGA NO SEGUNDO GOL DO CRICIÚMA SOBRE O LONDRINA






































































































































