Agiu corretamente a diretoria da Ponte Preta ao trocar o comando técnico
Só não viu quem não quis que o time não era bem treinado
Agiu corretamente a diretoria da Ponte Preta ao trocar o comando técnico
Se em outras ocasiões sobraram críticas ao presidente pontepretano Armando Abdalla e seus pares de diretoria da Ponte Preta, por erros e omissões no futebol, digo com todas as letras que acertaram em cheio na troca de comando técnico.
Um atento observador do futebol pode até projetar que o treinador João Brigatti possa trilhar aceitável carreira solo em outro clube – que deve ser o Paysandu -, após espontânea iniciativa de se desligar da Ponte Preta, com a contratação de Marcelo Chamusca para substitui-lo.
Esse período de interinidade na Ponte Preta, de certo lhe servirá para desgarrar de coisa típica na escalada de auxiliares: ‘boleirão’.
Laços de amizade nem sempre colocam as coisas nos devidos lugares hierarquicamente. Assim, os próprios boleiros por vezes confundem a necessária distância que deva ocorrer do comandante em relação a comandados.
CONCEITOS
Afora isso, provavelmente Brigatti vai reavaliar conceitos de que bola ‘quebrada’ insistentemente da defesa é uma gratuidade ao adversário.
De certo não cometerá a imprudência de escalar quatro laterais, três volantes e apenas um atacante jogando em seus domínios, e com necessidade de vitória.
Muito provavelmente vai se impor sobre reservas, exigindo condicionamento físico adequado quando escalados. Na Ponte, a experiência mostra que as rédeas correram solta.
CHAMUSCA
Como convém a treinador recém-chegado a uma equipe, Marcelo Chamusca deu uma valorizada nos jogadores sob o seu comando.
Ficou mais descontraído na entrevista quando brincou: “De vez em quando eu minto pra você sobre escalação”.
A partir daí trocou aquelas palavras medidas e burocráticas pela revelação de seu estilo.
Depois de diplomática resposta de que o ‘time da Ponte já tem organização’, foi realista ao assinalar que ‘o estilo de jogo é previsível’.
Logo, justifica que na sequência pretende alterar a forma de jogo, provavelmente tornando-o mais ofensivo, como tem sido o seu estilo.
Prefere dois meias que se recompõem à marcação a três volantes.
Dele observa-se claro indício de desagrado com a postura da equipe que não criou uma oportunidade sequer no empate com o Vila Nova, em Campinas.
LATERAIS
A compensação para que os laterais tenham liberdade de apoio ao ataque é ajustar a cobertura dos volantes, característica não adotada com a devida frequência no time pontepretano.
Citar limitações técnicas do elenco é chover no molhado. Todavia, numa Série B do Campeonato Brasileiro novelada por baixo, tudo é possível.
Se Chamusca terá ou não condições de levar a equipe às primeiras posições, só o tempo pode responder.
Independentemente de que possa ocorrer, tem-se que dar um crédito à diretoria da Ponte Preta por proceder a troca enquanto ainda é possível ter esperança.
Pior se fosse conivente com a desesperança então instalada no Departamento de Futebol.





































































































































