Ponte joga abaixo da crítica na derrota em casa para o Brasil

​Contas já estavam sendo feitas dos pontos para se escapar do rebaixamento

Ponte joga abaixo da crítica na derrota em casa para o Brasil

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Apesar da reconhecida limitação do elenco da Ponte Preta, era natural se projetar que em competição fraca como esta Série B do Campeonato Brasileiro ela não fosse correr risco de rebaixamento à Série C.

Há duas semanas, enquanto informações enganosas alimentavam o torcedor sobre o sonho de acesso, a coluna iniciou contagem regressiva para que a Ponte atinja rapidamente os 45 pontos. E assim, a cada minguado ponto conquistado, havia sido feito o registro.

Problema é que o mínimo alinhamento possível da equipe passa necessariamente por escalação correta de quem a comanda.

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Aí o teimoso Marcelo Chamusca fez questão de contrariar o óbvio ululante e voltou a escalar Danilo Barcelos na lateral-esquerda, no lugar do suspenso Nícolas.

Sabe o que aconteceu? O gol da vitória do Brasil de Pelotas sobre a Ponte por 1 a 0, na noite desta terça-feira no Estádio Moisés Lucarelli, saiu nas costas de Barcelos, fraco na marcação e que nada acrescenta nas raras vezes que avança.

Torcedor já percebeu que ele é incapaz de dar um drible em adversários. Logo, apenas estica a bola.

OUTROS CULPADOS

Claro que não pode se responsabilizar apenas Barcelos e Chamusca pela debacle da Ponte Preta.

Se o lado esquerdo não funcionou, no direto o que viu foram atuações irregulares do lateral Igor e atacantes André Luís e Roberto, que se revezaram por ali.

Até o meia Matheus Vargas, elogiado contra o Goiás, sucumbiu.

Soma-se a isso atuação desastrosa do volante João Vitor, quando procurou municiar o ataque.

Como a Ponte havia deixado impressão favorável pelo primeiro tempo diante do Goiás, houve questionamento sobre acentuado decréscimo de rendimento.

Simples. O Goiás propôs o jogo, seus laterais avançaram seguidamente, e a Ponte encontrou generosos espaços para explorar contra-ataques em velocidade.

BRASIL FECHADO

Já o Brasil de Pelotas jogou fechadinho, saindo na boa. E quando a Ponte enfrenta adversários neste estilo encontra incrível dificuldade.

Se tivesse o mínimo aproveitamento em cobranças de faltas, pelo menos uma poderia ter sido bem executada das várias ocorridas.

Todavia, o que se vê é um amontado de jogadores discutindo quem cobra a falta, sendo que claramente nenhum deles sequer faz a bola se aproximar do gol.

Com todas limitações do time pontepretano, inadmissível criar apenas três chances de gols ao longo da partida.

Na primeira, em cabeçada de Roberto, o goleiro Marcelo Pitol se esticou e defendeu no chão.

Na segunda, o atacante Hyuri fez a ‘parede’ e ajeitou a bola para Matheus Vargas, que na linguagem varzeana ‘penou’ a bola.

Por fim, o centroavante Victor Ranger, que sequer deveria ter sido relacionado, entrou no jogo e perdeu gol.

CHAMUSCA

Seria o caso de troca de treinador?

Convencionando-se que 27 pontos ainda estão em disputa e que menos de um terço deles precisam ser conquistados para se escapar do rebaixamento, teoricamente a missão é possível.

Resta saber como transcorre o ambiente interno de comissão técnica e elenco, para se dimensionar até que ponto isso provoca travamento no trabalho.

Chamusca também precisa colaborar. Se ele ainda não se deu conta, alguém deveria alertá-lo que escalar Barcelos é prejuízo à equipe na atual conjuntura.