Apesar das limitações de Louzer, melhor o Guarani deixar a troca para dezembro
Time carece de treinador experiente para extrair mais da equipe
Apesar das limitações de Louzer, melhor o Guarani deixar a troca para dezembro
Embora parceiros torcedores do Guarani tenham cobrado troca na comissão técnica, na expectativa de reviravolta e retomada de chances de acesso neste Campeonato Brasileiro da Série B, mais sensata é a posição do presidente Palmeron Mendes Filho de manutenção do treinador Umberto Louzer até o final da competição.
Quando do planejamento para montagem de elenco, o objetivo traçado foi não correr risco de rebaixamento. Logo, o que viesse estaria no lucro.
De repente, o fraco nível técnico da competição permitiu que o Guarani avançasse, fosse ambicioso e se preponderasse, exceto diante de Avaí, Goiás e Fortaleza, adversários reconhecidamente superiores.
Nesta linha de raciocínio, teoricamente uma vaga estaria em disputa e, faltando sete rodadas, é questionável se a vinda de outro treinador provocaria a reviravolta sonhada por torcedores.
LOUZER CALOURO
Claro que o parceiro Tito tem razão quando rotula Umberto Louzer de calouro, e que o Guarani precisa de um treinador cascudo.
Melhor que a troca se dê no final do ano, para se fazer planejamento de qualificação do elenco.
Tito bem observa que raramente Louzer arma a sua equipe explorando deficiências do adversário, e peca na correção de posicionamento.
‘Centas’ vezes foi citado que a transição ofensiva do lateral-direito Kevin não poderia ser bloqueada pela falta de eficiente cobertura de um dos volantes, o que implica no deslocamento do lento zagueiro Phillipe Maia para cobertura.
E quando treinadores adversários objetivam castrar as descidas de Kevin, colocam um atacante em cima dele, para que fique apenas se defendendo.
PARÁ E MATHEUS ANJOS
Incompreensível a manutenção na equipe do lateral-esquerdo Pará, apesar da voluntariedade.
De que adianta o atleta levar a bola ao ataque, se falta consciência para definir a melhor jogada? Erros são contínuos nos cruzamentos.
Defensivamente ele também tem limitações. E a baixa estatura implica em perda no jogo aéreo.
Se o rápido e hábil meia Matheus Anjos recuou excessivamente para buscar bola no jogo contra o Avaí, claro está que isso foi um desperdício.
Jogador com a qualidade de drible, como ele, tem que ser posicionado mais perto da área adversária. Claro que isso já poderia ter sido corrigido nos treinos.
O time bugrino é montado sem que um jogador de velocidade seja explorado no ataque.
Se há falta de matéria prima, claro está que o clube incorreu em erro de conceito.
COBRANÇA DE FALTA
Como o Guarani está montado num esquema de propor os jogos, na maioria das partidas seus jogadores sofrem faltas nas proximidades da área adversária.
A questão é qual o nível de aproveitamento nas cobranças?
Surpreendentemente Pará colocou a bola no ângulo em uma dessas cobranças, e o zagueiro Fabrício converteu outro gol nesta circunstância, porque a barreira adversária abriu e a bola, rasteira, passou.
Não seria o caso de se intensificar treinamentos de cobranças de faltas para melhorar o aproveitamento, considerando-se a ‘goleirada’ apenas razoável nesta Série B?
Afora isso, são necessárias respostas sobre instabilidade de jogadores como Matheus Oliveira, Longuine e Rondinelly.
Claro que um treinador ‘cascudo’ daria jeito nisso, mas ele tem o seu preço.
Estaria o Guarani em condições de pagá-lo?





































































































































