Luto! Morre um dos maiores atacantes da história do Guarani de Juazeiro

ele foi autor de um dos mais belos gols do Estádio Romeirão, contra o Fortaleza, em 1978

ele foi autor de um dos mais belos gols do Estádio Romeirão, contra o Fortaleza, em 1978

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Juazeiro do Norte, CE, 18 (AFI) – O ex-atleta de futebol Manoel Silva ou “Manoel Roído”, que residia no centro de Juazeiro do Norte, morreu por volta das 14 horas desta quinta-feira na UTI do Hospital Regional do Cariri (HRC). No próximo domingo, ele completaria exatos 65 anos de idade e era apontado como um dos maiores atacantes da história do Guarani de Juazeiro. Inclusive, autor de um gol antológico que lhe valeu uma placa no Estádio Romeirão.

No Campeonato Cearense de 1978, o Leão do Mercado recebeu o Fortaleza e venceu o Tricolor do Pici por 2 a1. Foi exatamente o gol da vitória naquela noite que ficou gravado apenas na memória dos torcedores presentes ao estádio. Quando a bola foi erguida perto da grande área, Manoel deu um toque de calcanhar ‘chapelando’ os dois zagueiros do Fortaleza e, sem deixa-la cair no gramado, apanhou do outro lado tocando para o fundo do gol.

Manoel foi um dos melhores atacantes do Guarani de Juazeiro (Foto:Arquivo/Agência Miséria)

Manoel foi um dos melhores atacantes do Guarani de Juazeiro (Foto:Arquivo/Agência Miséria)

Na segunda-feira, Manoel passou mal e foi socorrido às pressas ao HRC, onde os médicos diagnosticaram um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O ex-atleta ainda foi submetido a uma cirurgia, mas não resistiu e morreu na tarde desta quinta-feira.

A história do futebol juazeirense, entretanto, não começou no Guarani. No final da década de 70 os dirigentes do Icasa, Francisco da Silva Lima e José Feijó de Sá, foram a Recife (PE) garimpar atletas juvenis que estavam estourando a idade no Santa Cruz.

Manoel assinou contrato profissional com o Verdão do Cariri, mas não demorou e logo foi levado pelo seu maior rival, se transformando até em técnico do Guarani após encerrar a carreira. Numa relação dos melhores atacantes que passaram pelo Guarani, feita por dirigentes leoninos, consta o nome de Manoel juntamente com Índio, Evandro, Teteo, Feijão, Zé Negrinho e Wilson.

Era uma figura das mas extrovertidas, estava sempre bem humorado e rodeado de amigos. Foi daqueles que vem para Juazeiro, se apaixona pela cidade e decide nunca mais ir embora. Tornou-se funcionário público como um dos responsáveis pela fiscalização do Mercado Central, onde também só fez amizades. Por conta disso, ali mesmo, em dos boxes, decidiu colocar um bar bastante frequentado por ex-atletas num ambiente de lembranças e muitas brincadeiras.