Empate exige que a Ponte ganhe cinco jogos e torça contra concorrentes

Time pontepretano fica no 1 a 1 com o Fortaleza

Empate exige que a Ponte ganhe cinco jogos e torça contra concorrentes

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Se o empate por 1 a 1 diante do Fortaleza, na capital cearense, não tira totalmente a Ponte Preta do páreo neste Campeonato Brasileiro da Série B, certamente a missão de perseguir o acesso ficou mais difícil, visto que agora o limite dela – conquistando vitórias em todos cinco os jogos restante – é de 62 pontos.

Como subiu para 47 pontos após o jogo da noite desta sexta-feira no Estádio Castelão, a Ponte terá que vencer os seus jogos e convencionar tropeços de concorrentes diretos como CSA, Goiás, Vila Nova (G), Atlético Goianiense e Londrina, visto que ao golear o Goiás por 3 a 0, fora de casa, o Avaí chegou aos 55 pontos e encaminhou a sua classificação, a exemplo do Fortaleza.

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Considerando-se que os dois próximos adversários da Ponte Peta serão São Bento e Boa Esporte em Campinas, é natural que se projete somatória de duas vitórias e observar aquilo que possa ocorrer nas três partidas complementares da equipe.

Circunstancialmente a Ponte deve enfrentar os três últimos adversários com situações praticamente definidas.

Pega o Juventude na iminência de rebaixamento em Caxias do Sul, recepciona o Coritiba e finaliza participação contra um Avaí que já pode estar com acesso definido, sem o risco de pressão em outra circunstância.

JOGAR DEFENDENDO

A Ponte levou ao Estádio Castelão a proposta de se defender e, se possível, jogar por uma bola.

Na prática criou duas situações de gol, e até abriu o placar através de André Luís, que aproveitou cruzamento rasteiro do volante Nathan aos 18 minutos do segundo tempo.

A chance de a Ponte calar os mais de 50 mil torcedores do Fortaleza ficou nos pés do lateral-direito Ruam, mas foi desperdiçada, já nos acréscimos.

Mesmo que a Ponte propusesse articulações de jogadas, a proposta cairia por terra por falta de criatividade no meio de campo e sem avanços dos laterais Rum e Danilo Barcelos. Assim, na maioria das vezes prevaleceu ligação direta aos atacantes.

E nas raras vezes que a bola chegava ao ataque, não havia continuidade da jogada, visto que André Luís, bem marcado, teve poucas chances de aparecer, enquanto Júnior Santos decepcionou novamente.

CENI CORRIGE

Apesar do maior volume de jogo, faltou ao Fortaleza capacidade de penetração com a bola na defensiva pontepretano, atenta na marcação.

Diante da dificuldade, o time cearense trabalhava a bola pelos lados do campo, mas abusava de chuveirinhos visando o cabeceador Gustavo.

Aí, quer Reginaldo, quer Renan Fonseca, zagueiros da Ponte Preta, se encarregaram de rebater e desmanchar essa jogada manjada.

Após o intervalo, o atento treinador Rogério Ceni, do Fortaleza, optou por bola trabalhada no chão, quando seu time atacava, e assim chegou ao empate aos 20 minutos, quando Gustavo exigiu defesa do goleiro Ivan, e Marcinho limpou a jogada, após o rebote, e complementou.

No mesmo estilo, Marcinho criou jogada para complemento de Romarinho, que errou aos 32 minutos.