COPA DOS REFUGIADOS: Angola-RJ e Malaika-SP vencem e estão na final

A seleção de Angola venceu Níger-SP nos pênaltis, enquanto o time de Malaika bateu a Libéria pelo placar de 3 a 0

A seleção de Angola venceu Níger-SP nos pênaltis, enquanto o time de Malaika bateu a Libéria pelo placar de 3 a 0

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São Paulo, SP, 19 (AFI) – Os dois jogos das semifinais nacionais da Copa dos Refugiados foram realizados na manhã do último domingo, no estádio Municipal Jack Marin, no Parque da Aclimação, em São Paulo. Os vencedores das etapas do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro se juntaram ao Malaika, time da ONG África do Coração, para decidir quem protagonizaria a grande decisão no estádio do Pacaembu.

Com a bola rolando, a Seleção de Níger, campeã em São Paulo, perdeu um pênalti no começo do jogo, mas mesmo assim conseguiu abrir o placar contra Angola ainda na primeira etapa, após boa jogada trabalhada. Após não conseguir assegurar o resultado no segundo tempo, Níger foi castigado com um pênalti já nos acréscimos. O empate por 1 a 1 levou a decisão para os pênaltis e os cariocas de Angola venceram por 5 a 4, sendo os primeiros a garantirem vaga na final.

O segundo duelo, entre os africanos do Malaika e a seleção do Líbano, não foi tão equilibrado, mas o que não faltou foi vontade e bom futebol. O talentoso time da África do Coração abriu o placar cobrando pênalti no primeiro tempo e fechou a conta com mais dois gols na etapa complementar, 3 a 0.

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Agora, Angola e Malaika farão a grande final da quarta edição da Copa dos Refugiados na próxima terça-feira (feriado na cidade de São Paulo), às 10h, no estádio do Pacaembu.

ALÇANDO VOOS
Com o lema “Não me julgue antes de me conhecer”, a edição 2018 da Copa dos Refugiados, quarta da história, contou, ao todo, com a participação de mais de 930 atletas, de 27 nacionalidades diferentes, que se dividiram em 41 times. As etapas foram divididas em três estados e, no que depender de Jean Katumba, presidente da África do Coração, o projeto só continuará a crescer.

“No ano que vem vamos dobrar o número de estados. A Copa também vai ser realizada em Brasília-DF, Curitiba-PR e Recife-PE. Você pode falar que eles não são gaúchos, paulistas, cariocas, mas são… porque cada um deles está aqui representando um desses estados. E, em 2020, eu quero realizar a Copa dos Refugiados na Argentina. Porque aí eu quero ver o brasileiro que não vai torcer para os refugiados daqui num jogo contra a Argentina”, afirmou Jean.

NO COMANDO DO APITO
A equipe de arbitragem contou com Alfredo Neto, Rodrigo Schmidt e Diego Santos.