Edina Alves encerra tabu no Brasileirão, anula gol do CSA e dá quatro amarelos
Brasileirão não tinha uma árbitra desde 2005, quando o Paysandu venceu o Fortaleza com Sílvia Regina no apito
rasileirão não tinha uma árbitra desde 2005, quando o Paysandu venceu o Fortaleza com Sílvia Regina no apito
Maceió, AL, 27 (AFI) – O Campeonato Brasileiro da Série A esperou 14 edições para ter novamente uma árbitra central. Coube a Edina Alves Batista, de 39 anos, findar este tabu. Paranaense de Goioerê – cidade distante 530 km de Curitiba -, mas apitando por São Paulo, ela arbitrou a vitória do CSA, por 1 a 0, sobre o Goiás nesta segunda-feira no Estádio Rei Pelé, em Maceió, pela 6ª rodada.
Edina Alves mostrou quatro cartões amarelos e anulou corretamente um gol do CSA. Ela ainda esteve presente em outro lance da partida. A bola bateu em seus pés e a árbitra, pela nova regra, paralisou o jogo e deu a pelota novamente para o CSA, clube que detinha a posse da gorduchita.
“Sei que ainda existe o preconceito, mas estamos rompendo barreiras. Não quero ser tratada como a Edina mulher, mas como qualquer árbitro ou árbitra do quadro”, disse ela antes do jogo para o site da CBF.
O Brasileirão não tinha uma árbitra desde 2005, quando o Paysandu venceu o Fortaleza de virada, por 2 a 1. Naquela oportunidade, a arbitragem ficou sob o comando da paulista Sílvia Regina de Oliveira que, curiosamente, foi responsável por supervisionar o funcionamento do sistema de árbitro de vídeo (VAR) nesta segunda-feira.
Trajetória!
A carreira de Edina Alves Batista, porém, não começou nesta noite de 27 de maio. Presente na arbitragem brasileira desde 2001, ela atuou como assistente até 2014, quando decidiu se tornar árbitra. Em 2019, ela recebeu o escudo da FIFA. Fã de Heber Roberto Lopes, a profissional trocou o Paraná por São Paulo para intensificar seu treino visando a Copa do Mundo de futebol feminino.
Edina representará o Brasil na França, ao lado das assistentes Neuza Back e Tatiane Camargo. A mudança fez a profissional trabalhar bastante em 2019. Ela comandou partidas da Copa São Paulo de Juniores, das Séries A2 e A3 do Paulistão, da Série B do Brasileirão e também do Brasileirão Feminino Série A1. A árbitra, por sinal, apitou as duas últimas finais da categoria e também tem no currículo a decisão de 2014. No ano passado, Edina arbitrou partidas das Séries C e D do Brasileirão.





































































































































