Luciano Luiz - Crônica na estreia do Maracanã: 'Obrigado Catar, tiraram o Neymar'

Um jogo de pouco apelo técnico, mas com a presença do Catar, que ganhou a preferência do público carioca

Um jogo de pouco apelo técnico, mas com um significado grande, principalmente por se tratar de uma equipe que irá sediar a Copa

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Especial FI – LUCIANO LUIZ

Rio de Janeiro, RJ, 16 (AFI) – Um jogo de pouco apelo quando falamos sobre futebol mas com um significado grande, principalmente por se tratar de uma equipe que irá sediar a próxima Copa do Mundo da FIFA. O Paraguai também goza de um prestigio junto ao torcedor brasileiro, dado o grande número de jogadores que já atuaram por aqui.

O que há de se lamentar é o pequeno público nas arquibancadas para acompanhar a partida. Ver um gigante imponente como o Maracanã quase vazio chega a ser triste.

Antes dos cinco minutos de jogo o Paraguai abre o placar através de uma penalidade máxima anotada por Oscar Cardozo. O árbitro acertou na marcação e nem utilizou o VAR.

TORCIDA PELO MAIS FRACO
A torcida brasileira que tem em seu DNA o espírito de diversão adotou o Catar como time e das tribunas ouvimos gritos do tipo “ohoh Todo Poderoso Catar”, “Eu acredito” e o mais forte “Olê, Olê Ola…Catar, Catar”….Que beleza.

O jogo é bom dentro dos limites que sabemos que as equipes podem apresentar, pelo menos é bem movimentado com um Catar forte e organizado tentando pressionar mas parando em uma seleção paraguaia que se defende muito bem, o que não é novidade, dada a maior qualidade histórica que possuem.

Catar foi valente e buscou empate com o Paraguai

Catar foi valente e buscou empate com o Paraguai

NÃO DECOLA
Passamos dos trinta minutos do primeiro tempo e o jogo não decola. Um Catar com vontade e um Paraguai que busca segurar o jogo. Sem brilho, sem futebol e é claro, sem torcedores.
Fim de primeiro tempo no Maracanã…juiz apitou e muita gente acordou no maior do mundo.

Começa o segundo tempo e assim como na primeira etapa com menos de cinco minutos o Paraguai volta a marcar, cruzamento da direita e Oscar Cardozo se atira no gramado para empurrar para dentro, mas como diria João Kleber, “para, para, para”….entra em ação o VAR e anula o gol marcando impedimento do ataque paraguaio. Segue o jogo !

AGORA SEM VAR
Agora não teve VAR para anular, após dominar a bola na intermediária Derlis González solta uma bomba e faz o segundo gol do Paraguai.

O público é muito pequeno no Maracanã mas o carioca e muito mais animado que qualquer outro e canta nas arquibancadas e faz a tradicional “ola”. Dentre a tantos gritos um chama bastante a atenção…

Neymar fora da Copa América

Neymar fora da Copa América

”Obrigado Catar, tiraram o Neymar”, lembrando que foi no amistoso diante do Catar em Brasília que o jogador sofreu uma lesão e foi cortado da competição. O grito mostra que infelizmente o jogador não possui a simpatia de boa parte dos torcedores brasileiros, mesmo tendo uma inegável qualidade técnica.

E com pouco mais de vinte minutos do segundo tempo o Maraca explode, Almoez Ali marca um golaço para o Catar com um chute da entrada da área em diagonal. O goleiro paraguaio Gatito que defende o Botafogo e conhece bem o local ficou na saudade.

Segue a Copa América com duas seleções absolutamente coadjuvantes mas com uma partida aberta e repleta de oportunidades.

BUSCOU O EMPATE
E não é que o time do sheik foi buscar o empate, após uma infiltração na área paraguaia Khoukhi marca o segundo gol e explode o Maracanã. Tem pouca gente mas como se divertem. Assim é o futebol e para isso que ele existe. É festa !!!

O jogo lembra aquele bom e velho rachão com churrasco na sequência. Mas não dou esse exemplo para denegrir, muito pelo contrário. Jogo aberto e oportunidades de lado a lado a cada novo lance.

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Já passamos dos quarenta minutos do segundo tempo e a partida caminha para seu final mas tudo pode acontecer. Sinto a equipe do Catar com muita vontade e força mas limitada demais de repertório, enquanto o Paraguai tem uma técnica boa do meio campo para trás, o problema é o ataque que sofre com a falta de criação.

FALTOU SENSIBILIDADE

O placar anuncia o público de pouco mais de dezenove mil torcedores, para ser mais exato 19.162.

Faltou sensibilidade e competência para os organizadores que poderiam ter buscado outras alternativas para trazer mais público ao estádio.

Antes do término da partida ainda deu tempo para o torcedor entoar um “olé” na troca de passes da seleção do Catar. Realmente a vibração e o senso de humor do carioca é diferenciado e aflorou mais uma vez.

Fim de jogo, empate em 2×2, aplausos para as duas equipes no centro do gramado e parabéns para os torcedores que se divertiram e como gosta de dizer o carioca, “tiraram onda”.