Palmeiras demite técnica Aninha, que levou time à elite do futebol feminino brasileiro
Ana Lúcia Gonçalves foi demitida sem qualquer explicação plausível pela Diretoria do Verdão
Como explicar uma demissão após 15 jogos com 15 vitórias e um acesso à elite do futebol feminino nacional. Não existe é lógico. E o Palmeiras não consegue explicar a saída de Aninh
Campinas, SP, 24 (AFI) – Como explicar uma demissão após 19 jogos com 19 vitórias e um acesso à elite do futebol feminino. Não existe é lógico. E por isso o Palmeiras não consegue explicar honestamente a demissão da técnica Ana Lúcia Gonçalves, a Aninha, do comando técnico da equipe. Líder isolada da Série A2 Nacional Feminina com 40 gols marcados, um sofrido, 19 vitórias em 19 jogos e acesso à elite não são dados consideráveis para uma equipe que sequer tinha futebol feminino a cinco meses atrás. Isso tudo pegou literalmente de surpresa a treinadora do Verdão.
“Fui totalmente surpreendida. Não houve desentendimento nenhum, não tenho nada para falar do Palmeiras. Houve discussões normais com o coordenador, questões de trabalho, porque ele não conhecia a realidade do futebol feminino, mas não imaginava que chegaria a este ponto”, disse Aninha.
Em nota o Palmeiras explicou a saída da treinadora, mas não convenceu ninguém. Confuso em suas conclusões, a Diretoria simplesmente alegou uma readequação na filosofia de trabalho do departamento. Mas o o gestor do futebol feminino, Alberto Simão, deu outra justificativa ao alegar incompatibilidade.
SEM EXPLICAÇÃO
A treinadora tentou um contato com o gerente de futebol da equipe masculina, Cícero Souza, que estava em Mendoza acompanhando o time no jogo contra o Godoy Cruz, pela Libertadores, e ouviu que quando o mesmo voltasse eles sentariam para uma conversa.
“O Cícero, que foi quem me contratou, disse que quando voltar da Argentina vai me receber para tentarmos entender o que houve. As jogadoras estão abaladíssimas. Me despedi delas hoje à tarde no treino e elas não aceitaram e não entenderam de forma alguma”, disse Aninha ontem após a despedida do grupo.
Aninha tem um grande currículo no futebol feminino, onde passou por Audax, Guarani e Ponte Preta antes de liderar o projeto do Palmeiras em 2019, Em nota divulgada em suas redes sociais, ela agradeceu ao Palmeiras e ao elenco com que trabalhou.
OBRIGADA PALMEIRAS – HONRADA EM CUMPRIR A MINHA MISSÃO E FAZER PARTE DESTA HISTÓRIA
Hoje encerro um ciclo importante na minha carreira, deixando o comando da equipe Feminina de Futebol da SE Palmeiras. Foram cinco meses no comando técnico de um projeto que se confunde com a minha própria história profissional, pois a campanha invicta e histórica do acesso à Série A-1 do Brasileirão Feminino não é obra do acaso, mas sim de muito trabalho, garra, amor e superação de muitas mulheres de imenso talento, algumas das quais acompanho desde os primeiros passos pelos gramados da vida.
Tenho plena confiança no futuro do futebol feminino, e certamente a história saberá fazer justiça ao nosso grupo de guerreiras, que também se inspiram na arte e conquistas dos times históricos do Verdão, como aqueles com o DNA de comandantes, aos quais elogio citando Filpo Nuñes, Dudu e Felipão.
Agradeço aqui também a lealdade, a competência e o desprendimento de cada membro da nossa comissão técnica, ou melhor, da nossa família, que me acompanha nesta despedida! Desejo sucesso às nossas meninas, e ao clube que nos recebeu de maneira digna e profissional. Hora de descansar com a absoluta certeza do dever cumprido, e de permanecer fiel aos meus princípios profissionais, éticos e de lealdade com a instituição Palmeiras, sua diretoria, e esta torcida que nos abraçou com amor e apoio incondicional. Avante sempre, Palestra!





































































































































