Eleições do Conselho do Guarani impõem derrota vergonhosa ao presidente Palmeron

Chapa "Hoje e Sempre Guarani", liderada pelo ex-presidente Horley Senna e oposição à atual diretoria, foi a grande vencedora

Chapa "Hoje e Sempre Guarani", liderada pelo ex-presidente Horley Senna e oposição à atual diretoria, foi a grande vencedora

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Campinas, SP, 29 (AFI) – O presidente do Guarani, Palmeron Mendes Filho, conheceu neste domingo a maior derrota política no comando administrativo do clube ao ter apenas 17% dos votos em sua chapa na eleição do Conselho Deliberativo.

As eleições ocorreram ao longo de todo o domingo e a chapa “Hoje e Sempre Guarani”, liderada pelo ex-presidente Horley Senna e oposição à atual diretoria, foi a grande vencedora com 47% dos votos e 37 conselheiros eleitos.

A chapa “Renova”, embora tente se apresentar como oposição, segue dando respaldo político à gestão de Palmeron, em linha paralela de trabalho da atual cúpula, com 36% dos votos e a eleição de 29 conselheiros.

A chapa da atual diretoria bugrina, a “Nova Jornada”, obteve só 17% dos votos e 14 conselheiros vitoriosos. Há ainda a suspeita de manipulação de associados como, por exemplo, a presença de Samuel Ribeiro Rosilho, o qual não teria tempo de inscrição no clube para ser eleito conselheiro e que teria sido colocado na chapa para defender os interesses do “Grupo Magnum”, com o qual tem ligação.

DERROTA EM DOSE DUPLA
A derrota do grupo de Palmeron Mendes Filho foi ainda mais vergonhosa nas vagas para o Conselho Fiscal e nas eleições de cinco conselheiros através do “Sócio Torcedor”, no qual nenhum foi eleito.

O “Renova” fez três membros no Conselho Fiscal contra dois do “Hoje e Sempre Guarani”. No “Sócio Torcedor”, foram eleitos quatro torcedores do “Renova” e um do “Hoje e Sempre Guarani”.

ENTENDA A REJEIÇÃO ABSOLUTA DE PALMERON
Apoiado pelo grupo de associados ligados a Horley Senna, até então com boa gestão no Guarani, Palmeron Mendes Filho assumiu a presidência em meados de 2017 e, em seguida, rompeu com tal grupo em razão de passar a cometer desmandos administrativos para defender exclusivamente os interesses do Grupo Magnum – a empresa tem vários compromissos judiciais com o Alviverde, os quais não são honrados, tampouco recebe cobranças para tal.

Em 2018, o presidente tentou forçar que todo o futebol do Guarani fosse terceirizado para a Magnum. Na época, marcou assembléia em 13 de agosto, mas não obteve sucesso ante a movimentação dos associados que perceberam os escusos interesses.

Presidente é alvo de protestos constantes.

Presidente é alvo de protestos constantes.

Existe até mesmo a suspeita de que Palmeron Mendes Filho, sempre a serviço do Grupo Magnum, teria boicotado o acesso do Guarani à Série A na temporada passada e que venha administrando o clube de forma que não haja receita, a fim de que o passivo aumente e que o futebol não conquiste resultados positivos, forçando, assim, a entrega ao “Grupo Magnum”.

“MENSALINHO DE EMPRESÁRIO”
Outra suspeita que compromete Palmeron é o recebimento, durante um ano, de um “mensalinho” no valor de R$ 20 mil de um empresário de futebol, o que gerou até mesmo demanda judicial em andamento na 8ª Vara Cível da Comarca de Campinas (Processo 1002358-06.2019.8.26.0114).

No domingo, ao longo das eleições, Palmeron foi muito criticado por torcedores, inclusive com faixas na frente do ginásio do Guarani, obrigando-o a andar com vários seguranças.

IMPEACHMENT DE PALMERON E OUTROS DIRIGENTES
Provavelmente, um dos primeiros temas de discussão do novo Conselho Deliberativo do Guarani será o início do processo de impeachment contra Palmeron e os demais integrantes do Conselho de Administração do clube.

Como a eleição de poucos conselheiros, o que poderá segurar Palmeron no cargo, mais uma vez, é o apoio que ele tem do grupo “Renova”.

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