Vasco 0 x 1 Defensa y Justicia - Muitos erros e eliminação na Sul-Americana

Defensa não vencia há sete jogos e saiu de São Januário com vaga nas quartas de final da Sul-Americana

Defensa não vencia há sete jogos e saiu de São Januário com vaga nas quartas de final da Sul-Americana

Rio de Janeiro, RJ, 3 (AFI) – Mesmo tendo a vantagem de decidir a vaga em casa, no estádio de São Januário, o Vasco acabou eliminado da Copa Sul-Americana ao perder por 1 a 0 para o Defensa Y Justicia, nesta noite no Rio de Janeiro. No jogo de ida, na Argentina, o time brasileiro segurou o empate por 1 a 1, portanto, poderia no duelo de volta até empatar por zero a zero. Mas levou um gol no segundo tempo e não teve forças para reagir.

O time argentino não vencia há sete jogos e, nas quartas de final, vai enfrentar o Bahia que eliminou o Unión Santa Fé, vencendo em Salvador por 1 a 0 e empatando sem gols fora. O Vasco, que não vence há cinco jogos, retoma sua luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

VEJA O GOL BIZARRO QUE ELIMINOU O VASCO

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PROTESTO E DEGOLA
No momento, abre a zona de degola, em 17.º lugar com 24 pontos, e volta a campo no próximo domingo diante do Grêmio, em Porto Alegre, pela 24.ª rodada. Antes do jogo, um pequeno grupo de torcedores, protestou no portão principal contra o presidente Alexandre Campello.

Nada contra a delegação do time que entrou no estádio sem nenhum problema, apesar do grande número de viaturas da Polícia Militar, convocadas pela direção do clube.

De última hora, o técnico Sá Pinto não pode relacionar o zagueiro Werley e o meio-campo Fellipe Bastos, vetados pela Conmebol. Eles, segundo o clube, tinham condições após se recuperarem de Covid-19, como aconteceu em outros casos com Fernando Miguel, Tiago Reis, Benítez, Talles Magno e Ribamar.

Vasco perdeu chances, tomou o gol e desesperou. Foto: Rafael Ribeiro - Vasco
Vasco perdeu chances, tomou o gol e desesperou. Foto: Rafael Ribeiro – Vasco

COMEÇOU EM CIMA
Mesmo com a vantagem do empate sem gols, o Vasco iniciou o jogo decidido a buscar o mais rápido possível a vantagem no placar. Poderia ter marcado o primeiro gol aos 10 minutos, quando Benitez fez lançamento de ‘três dedos’ de 30 metros para Ribamar em velocidade. Ele avançou, entrou na área e bateu cruzado. Mas para fora, perdendo chance incrível.

A outra boa chance aconteceu aos 24 minutos, numa falta cobrada por Léo Gil do lado esquerdo. Ele levantou em curva e no segundo pau apareceu o zagueiro Marcelo Alves para cabecear com força. O goleiro Unsain saltou e espalmou com a mão direita, numa grande defesa.

O Vasco só levou um susto aos 27 minutos, quando Lucão saiu errado para tentar cortar um cruzamento e furou. Por sorte, a bola saiu na linha de fundo.

HEROI SAIU DO BANCO
No segundo tempo, o time argentino voltou com Hachen no lugar de Camacho. O novo atacante aos três minutos arriscou o chute de longe para a defesa segura de Lucão. Mas aos 12 minutos, ele não bobeou e abriu o placar.

O lance começou com um cruzamento do lado direito, que resvalou no zagueiro Marcelo Alves e subiu alto. Na queda, a bola tocou no travessão e enganou Lucão. Pior do que isso, o rebote caiu na pequena área para Huchen, que bateu cruzado com a esquerda e saiu comemorando.

VEJA OS MELHORES MOMENTOS

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SALTOS DE RAIVA
Na área técnica, Sá Pinto dava saltos e rodopios de raiva. Dentro de campo, o nervosismo também assolava os vascaínos que começaram a errar passes e as finalizações. Ribamar perdeu mais duas boas chances para marcar. Uma de cabeça e outra em chute cruzado, de novo, para fora.

Mesmo insatisfeito com o time, o técnico português só fez sua primeira mudança aos 30 minutos quando colocou o atacante Tiago Reis no lugar do zagueiro Marcelo Alves. Aos 35 minutos, colocou mais dois em campo: Juninho e Talles Magno nos lugares, respectivamente, de Marcos Júnior e Benítez.

Hachen marcou gol após bola tocar no travessão
Hachen marcou gol após bola tocar no travessão
RETRATO DE DESESPERO
Nem estas alterações tardias melhoraram a produção do Vasco, incapaz de criar chances para pelo menos empatar e levar a decisão da vaga para os pênaltis. Aos 48 minutos, Juninho ainda acertou chute fora que tirou tinta da trave direita.

Enquanto ele levava as mãos à cabeça, Sá Pinto se ajoelhava e xingava na beira do campo. Era o retrato do desespero final.