Presidente do Santos afirma que rescindirá contrato com condenado por violência sexual

Jogador irá recorrer da condenação, mas não ficará no Santos em 2021

Jogador irá recorrer da condenação, mas não ficará no Santos em 2021

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Santos, SP, 13 (AFI) – Ao contrário do seu antecessor, Orlando Rollo, Andrés Rueda, novo presidente do Santos, garantiu que irá rescindir o contrato com Robinho, condenado em segunda instância, em Milão, a nove anos de cadeia pelo crime de violência sexual.

“Até 31/12 quem dirige o clube é Orlando Rollo. Quando sentarmos lá, vamos equacionar e ver no momento a situação do Robinho. A apelação dura um ano, não podemos ficar amarrados sob absolvição ou não. Para mim, o assunto está encerrado a partir do momento que ele foi condenado em segunda instância”, disse o mandatário eleito.

Robinho não ficará no Santos. (Foto: Divulgação)

Robinho não ficará no Santos. (Foto: Divulgação)

Mesmo condenado em segunda instância por violência sexual em grupo contra uma mulher albanesa em 2013, Robinho prometeu recorrer à Corte de Cassação. Ainda assim, Rueda não quer o atacante no Santos. O contrato de Robinho vai até 28 de fevereiro de 2021.

“Não tive acesso ao contrato, mas até onde sei foi suspenso, dois ou três meses, salário pequeno. Gente, isso aí acabou. Para poder recorrer é um ano. Situação ruim para jogador, clube, torcida. Não deu, não deu. Paciência, uma pena”, finalizou o dirigente.

ELEITO!
O vice-presidente de Andrés Rueda é José Carlos de Oliveira. Os sete membros do Comitê de Gestão serão: Walter Schalka, José Renato Quaresma, Ricardo Campanário, Dagoberto Oliva, Vitor Sion, Rafael Leal e José Berenguer.

MAIS DE ANDRÉS RUEDA!
Andrés Rueda havia sido candidato à presidência nas últimas eleições, quando ficou em segundo lugar. Depois, fez parte do Comitê de Gestão de José Carlos Peres, mas renunciou ao cargo após sete meses – antes já havia participado do CG de Modesto Roma Júnior.

O novo presidente do Santos tem 64 anos, é matemático e empresário aposentado. Segundo colocado na eleição para 2017, o novo presidente trabalha desde os 15 anos na área de informática. Foi programador, analista, gerente e ingressou na Bolsa de Valores e Bolsa Mercantil de Futuros (BMF). Atuou como diretor de tecnologia das bolsas por 20 anos.

Em 2000, começou carreira solo em uma empresa de tecnologia voltada para o atendimento. A firma chegou a ter seis mil funcionários, com faturamento de até R$ 400 milhões, e foi vendida em 2019.